Virando as costas para o Paraná pela busca ao poder

Pedro Ribeiro


Novamente  observamos lideranças políticas paranaenses, mais preocupadas com suas questões pessoais ou de manutenção no poder do que com os interesses nacionais, virando as costas para o Paraná. Isto prova, o que vem se confirmando há anos, a autofagia política que coloca nosso Estado como um simples pinduricalho a serviço dos poderosos do Congresso Nacional e seus representantes legítimos do povo se contentando com troca de favores, ou emendas para atender suas bases com vistas à reeleição.

Como virar as costas é pouco, também não basta a traição. Agora, quando o Paraná tem, finalmente, um candidato à Presidência da República, com decente perfil político e que certamente nunca fez parte dos aconchavos citados acima, vem apunhaladas pelas costas. O deputado Fernando Francischini (SO), em busca de vôos maiores em sua recente carreira política, se curva aos pés do “general” Jair Bolsonaro achando que o verde oliva e os coturnos voltarão a fazer rondas como milícias levando cordeiros ao linchamento.

Outra surpresa é o prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel (PPS), que também irá coordenar a campanha no Paraná para o tucano Geraldo Alckmin. Faço, aqui, duas perguntas: o candidato paranaense, Alvaro Dias (Podemos), nunca fez nada para ou por Ponta Grossa? Ou Geraldo Alckmin é o modelo de candidato perfeito para o povo pontagrossense?

Desde o início de minha carreira – há 40 anos – venho ouvindo discursos de políticos paranaenses sustentando que “é preciso fortalecer o Paraná… Nosso Estado é o terceiro ou quarto PIB, nossa agricultura alimenta o país…nossos portos levam riquezas para o mundo, nossas universidades são modelos… temos que ser representativos no Congresso Nacional…”.

Justamente agora, quando poderíamos ter uma oportunidade de colocar em prática esses discursos e, finalmente, unir o Paraná,  o que vemos é o contrário.pedro.ribeiro

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal