Virou barraca de feira

Pedro Ribeiro


Por Alceo Rizzi

É espantosa a desordem e ao que parece também a fonte de rapinagem de toda espécie de rufiões em que aparentemente se transformaram alguns setores dentro do Ministério da Saúde. Se já existiam irregularidades antes, como pretende agora justificar o vice-presidente e general Hamilton Mourão, em infeliz declaração, neste governo parece que atingiu níveis siderais sob o comando de gente sem qualquer preparo e conhecimento sobre saúde pública. A ponto de cabo de PM e pastores evangélicos, em cumplicidade com obscuros militares de algumas das três Forças estarem credenciados para se reunirem com diretores do Ministério para oferecer a compra de vacinas contra a Covid em época em que elas ainda nem estavam disponíveis. Gente sem qualquer vínculo ou com autorização dos grandes laboratórios farmacêuticos produtores de imunizantes. Na leniência ou envolvimento com a delinquência, que importância haveria se contratos tivessem sido fechados diante do pagamento feito em passado recente, de 20 milhões de reais para uma empresa pela venda de medicamentos, sem que nenhum comprimido sequer tenha sido entregue? Um golpe havido quando o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-Pr) era Ministro e que agora se vê às voltas tentando se explicar e negar não estar envolvido no escândalo d a compra superfaturada da vacina indiana. Afinal, todos são iguais perante a lei e que diferença faz se os negócios são intermediários por algum deputado, um cabo, um pastor ou um pipoqueiro, se o Ministério parece ter se transformado em barraca de feira?

 

Alceo Rizzi é jornalista e colaborador do Paraná Portal

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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