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Absolvido em um dos processos, Bertoldi desabafa

Preso desde fevereiro acusado de agressão à ex-noiva Tatiane Bittencourt, o ex-deputado Osmar Bertoldi divulgou nota par..

Roger Pereira - 20 de setembro de 2016, 20:26

Preso desde fevereiro acusado de agressão à ex-noiva Tatiane Bittencourt, o ex-deputado Osmar Bertoldi divulgou nota para comentar a decisão da juíza Taís de Paula Scheer, do Juizado de violência doméstica e familiar contra a mulher de Curitiba, que o absolveu em um segundo processo, em que era acusado de  violação de domicílio, coação durante o processo e desobediência, por ter procurado Tatiane após decisão judicial que determinava que não se aproximasse da ex-noiva.

Confira a íntegra da nota:

Sinto-me aliviado. Aliviado por conseguir enxergar que podemos confiar em um Judiciário justo, que batalha contra a violência doméstica e a violência contra a mulher. Uma luta que não pode ser manchada por um plano triste de enriquecimento que usa a paixão e a emoção de alguém. O motivo de escolherem normalmente juízas e promotoras para processos de acusações de violência contra mulheres é para justamente termos uma conduta isenta de conceitos machistas da nossa sociedade.

Eu abomino a discriminação e a violência contra a mulher. Em 2012, não quis acreditar. A minha própria família foi vítima deste tipo de violência. Vi minha irmãzinha morta, vítima do próprio namorado. Ela estava grávida de dois meses e mesmo assim ele a esfaqueou várias vezes. A vida dela e da minha sobrinha, ou sobrinho, se foram, como a água que passa por nossas mãos.

Quando sentimos na própria família entendemos de forma mais profunda a dor de quem passou por isso. Não aceito que a mulher seja inferiorizada perante um homem. Nada seria de mim sem minha mãe e sem o leite materno.

Em processos como estes, em que fui acusado injustamente, o peso do depoimento da mulher é muito grande. Mesmo com esse peso fui absolvido, não somente pela falta de provas.

A juíza responsável me considerou inocente pela falta de provas da acusação que a Tatiane, minha ex noiva, fez contra mim e pelas provas que mostram que sou inocente.

Conseguimos provar à juíza que eu e a Tatiane, mesmo com as medidas protetivas, viajamos, compramos alianças de noivado e fomos para motéis e hotéis. Eu estava apaixonado. Terminei meu casamento para ficar com ela.

Tudo mostrava para qualquer pessoa que estávamos em um bom relacionamento. Descumpri uma medida judicial, sim, mas com a permissão da Tatiane. Foram várias vezes. Pretendíamos nos casar e tivemos apenas uma divergência. Ela queria a comunhão parcial de bens e eu a separação de bens, mas isso não foi problema para nossa comemoração.

Ficamos no Felissimo Hotel, em Camboriú-SC, do dia 16 até o dia 20 de novembro de 2015. Gostamos tanto do local, pelo menos era o que eu imaginava, que pretendíamos reservar um apartamento para o reveillon. O próprio gerente do hotel confirmou que estávamos bem.

Entre a noite do dia 22 e o dia 23 nos encontramos mais uma vez no Motel Aqua, em Curitiba, saindo por volta do meio-dia. No outro dia, 24, como eu estava fazendo normalmente, quase que diariamente, fui visitar a Tatiane, que em nenhum momento foi grossa comigo ou pediu para que eu saísse.

Minutos depois fui surpreendido com a presença de guardas municipais que me levaram preso. O motivo era porque descumpri a medida judicial de ficar afastado da Tatiane. De fato o fiz, mas com ela concordando. Não resisti a prisão. Os próprios guardas municipais confirmaram que fui muito solícito e os obedeci. Confirmaram que o ambiente não era de briga e que eu estava conversando tranquilamente. De maneira alguma questionei a autoridade deles e tentei usar influência política. Não é só a minha palavra, mas a dos guardas em depoimento.

Enfim, digo que as palavras de alguém que está preso são jogadas ao vento pela sociedade, mesmo que nelas estejam a verdade.

Fui inocentado, não só com minhas palavras, mas sim com as da Justiça baseada em provas.