Acompanhe a votação do Plano de Recuperação de Curitiba

Mariana Ohde


Os vereadores de Curitiba realizam, nesta segunda-feira (26), a partir das 9h, uma nova tentativa de votar o Plano de Recuperação de Curitiba, do prefeito Rafael Greca. A votação acontece, hoje, na Ópera de Arame, que já está cercada pela Polícia Militar (PM) desde ontem (25). As ruas no entorno estão bloqueadas.

No dia 22 de maio, servidores contrários ao ajuste já haviam invadido a sessão da Comissão de Legislação e atrasaram a tramitação do projeto em uma semana. As duas primeiras tentativas de votação foram na Câmara Municipal, nos dias 13 e 20 de junho, porém, precisaram ser interrompidas novamente por causa dos protestos dos servidores. O vereadores aprovaram a transferência da votação da Câmara para a Ópera por 21 votos a 10.

A sugestão de alteração do local de votação ocorreu após duas reuniões na Secretaria de Segurança Pública entre o secretário, vereadores, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, OAB, Ministério Público e representantes dos sindicatos.

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Agora, em novo local e com esquema de segurança reforçado, os vereadores votarão quatro projetos do Plano de Recuperação que tramitam em regime de urgência. Os sindicatos que representam os servidores indicaram cerca de 100 pessoas para assistir à votação. O restante do público deve permanecer na Pedreira Paulo Leminsky, que fica ao lado da Ópera e terá um telão para a transmissão da sessão.

Projetos em votação

Vão acontecer duas sessões na Ópera de Arame para a votação dos quatro projetos do Plano de Recuperação que tramitam em regime de urgência.

As propostas a serem discutidas no início da próxima semana são a que pretendem mexer na previdência dos servidores municipais (005.00194.2017); a que adia de 31 de março para 31 de outubro a data-base e congela carreiras do funcionalismo (005.00196.2017); a que autoriza o leilão de dívidas contraídas até 2016 (005.00198.2017); e a que propõe a Lei de Responsabilidade Fiscal do Município (002.00020.2017).

Os projetos do plano de ajuste fiscal chegaram à Câmara Municipal em 29 de março e completam 90 dias nesta semana. Elaborados sem discussão prévia com os servidores, geraram revolta dos trabalhadores que argumentam que não puderam opinar sobre mudanças que impactam diretamente seus salários e aposentadoria. Na Casa, o pacote conta com amplo apoio dos vereadores. Dos 38 vereadores, apenas nove são contra o pacote.

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Repórter no Paraná Portal
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