Padrão (nao usar)
Compartilhar

Condenado por furto cinematográfico no BC de Fortaleza é preso no Paraná

Policiais militares do Paraná prenderam nesta quarta-feira (29), em Borrazópolis (PR), no Vale do Ivaí, Jean Ricardo Gal..

Jordana Martinez - 29 de março de 2017, 15:31

Policiais militares do Paraná prenderam nesta quarta-feira (29), em Borrazópolis (PR), no Vale do Ivaí, Jean Ricardo Galian, conhecido como “Gordo”, que participou do furto milionário ao Banco Central de Fortaleza, em 2005. Ele teria ajudado a escavar o túnel que facilitou o maior assalto a banco da história do país. A ação cinematográfica teve a participação de mais de 100 pessoas e resultou no roubo de R$ 164,8 milhões.

O suspeito foi abordado na região de Mauá da Serra, em um carro blindado. Os dois suspeitos apresentaram documentos e foram liberados. Em seguida os policiais descobriram que os documentos apresentados eram falsos e que se tratava de um foragido da justiça.

"Os policiais verificaram que a documentação apresentada por um dos abordados pertencia a uma outra pessoa, sendo constatado que o homem tratava-se de um criminoso com cinco Mandados de Prisão em aberto, expedidos pela Comarca de Araçatuba (SP). Ele também teria participado de um roubo ao Banco Central em Fortaleza no ano de 2005, um crime com teve grande repercussão”, afirmou a tenente Kelly Wistuba de França.

Uma Força Tarefa foi montada e o suspeito abordado em uma propriedade rural no interior do município de Borrazópolis, no norte do Paraná. O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia de Faxinal.

Outros crimes

Galian já havia sido detido em flagrante, em setembro de 2006, enquanto participava da escavação de um túnel que daria acesso aos cofres de agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Rio Grande do Sul (Banrisul). Após confessar ter ajudado a escavar o túnel de cerca de 75 metros de comprimento por meio do qual a quadrilha chegou ao cofre do Banco Central, em Fortaleza, "Gordo" foi condenado, em dezembro de 2007, a 40 anos e seis meses de reclusão pelos crimes de furto, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Pouco tempo depois, a Justiça reduziu sua pena a oito anos e seis meses de prisão.

Durante seu julgamento, Galian afirmou à Justiça que pagou mais de R$ 2,4 milhões a policiais que o haviam detido e liberado após o pagamento de propina em pelo menos três ocasiões. Advogados de outros acusados chegaram a afirmar que, a exemplo de Galian, seus clientes também tinham sido soltos após pagar propina a policiais de São Paulo e do Ceará que já os tinham detido antes deles serem definitivamente presos e julgados.

O túnel, no qual a quadrilha acessou o cofre do Banco Central foi aberto a partir de uma casa alugada pelo grupo, que montou uma empresa de fachada no local para não chamar a atenção. Os bandidos levaram mais de R$ 164 milhões em cédulas de R$ 50 durante um final de semana. As notas tinham sido recolhidas para verificação do estado de conservação.