Emater e Coaqui trabalharam para fortalecer a piscicultura no Norte Pioneiro

Sindicato


Com Emater

A Emater e a Cooperativa Agroindustrial dos Aquicultores do Norte Pioneiro (Coaqui), de Cornélio Procópio, em parceria, estão trabalhando para fortalecer a piscicultura na região. A ação envolve assessoria, capacitação técnica dos criadores e organização da produção.

A expectativa é chegar, em abril do próximo ano, a um volume de abate de cem toneladas de tilápias por mês e geração de receita bruta anual para os produtores de aproximadamente R$ 5,4 milhões.

Miguel Antonio Antonucci, engenheiro agrônomo da Emater e coordenador deste processo, conta que o maior esforço no momento é fazer os agricultores voltarem a acreditar na atividade como alternativa de renda viável para as suas propriedades.

“Temos um grande número de criadores nas regiões de Londrina, Cornélio Procópio e Santo Antônio da Platina que, no passado, investiram na atividade, mas desistiram por encontrar dificuldades na comercialização da produção. É gente que tem lá os seus viveiros, construídos em escavações no solo, desativados e que podem voltar ao negócio de forma mais segura”.

O técnico da Emater explica que a segurança agora vem do fato de a Coaqui ter recebido da prefeitura de Cornélio Procópio uma planta frigorífica, com certificado do Serviço de Inspeção Federal, do Ministério da Agricultura, capaz de abater até 30 mil quilos de tilápias por dia e condições de buscar o mercado internacional. “Ela começa a operar já em agosto, 7 dias por mês, abatendo 21 mil quilos no período, com planejamento para chegar a 100 toneladas por mês daqui a 9 meses”.

A Cooperativa está fazendo a parte dela, definindo seus processos de operação com a assessoria da Emater, que realiza também um forte trabalho direto com os agricultores nos municípios. “Estamos promovendo reuniões e dias de campo com o objetivo de mostrar de que forma a Cooperativa vai funcionar e capacitando tecnicamente esses produtores para que tenham sucesso financeiro com a retomada da atividade”.

No contato com os agricultores, a Emater destaca a importância do trabalho cooperativo, tanto para a participação no mercado quanto para a viabilização econômica do negócio.

“Esta organização permite ter um bom planejamento da produção e oferta de peixes durante todos os meses do ano, o que é fundamental para manter fiéis os compradores. Além disso, através da Coaqui, os criadores terão condições de fazer a compra conjunta da ração e dos equipamentos, formando escala e ganhando poder de barganha na hora da negociação. Com a redução do preço dos insumos eles podem diminuir o custo de produção e aumentar a margem dos seus lucros”, avalia Antonucci.

O esforço realizado pela Emater para reestruturar a cadeia produtiva do peixe no Norte Pioneiro também se justifica por ser a piscicultura um dos projetos prioritários da Secretaria de Estado da Agricultura para a região.

“É uma atividade interessante para a diversificação das fontes de renda na pequena propriedade rural. Bem conduzida, num viveiro com 5 mil metros quadrados, por exemplo, o produtor pode garantir uma receita líquida mensal de dois salários mínimos”, explica o coordenador regional da Emater. O criador vai gastar cerca de R$3,00 para produzir um quilo de tilápia e poderá vender para a Cooperativa por mais ou menos R$ 4,50 o quilo.

O diretor-presidente da Emater, Rubens Ernesto Niederheitmann, destaca que esta iniciativa mostra a sintonia do serviço oficial de assistência técnica e extensão rural com as realidades locais e regionais, tendo sempre como foco principal o desenvolvimento rural sustentável.

“Neste sentido, além da orientação técnica aos agricultores na produção agropecuária,  temos nas ações de apoio às organizações –sejam elas associações, cooperativas e pequenas agroindústrias–   estratégia para  a agregação de valor ao produto primário, aumento da renda das famílias e consequentemente dinamizando as economias locais”.

Pscicultura

A Emater estima que no Norte Pioneiro existem cerca de 110 famílias de agricultores que podem de imediato retomar ou ampliar as suas criações de tilápias em tanques escavados no solo. A produção regional, segundo o Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura (Deral), em 2015, foi de 12 mil quilos.

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