Rapaz que matou ex-namorada na frente do pai é condenado a 70 anos de prisão

Andreza Rossini


O Tribunal do Júri de Francisco Beltrão, no Sudoeste do estado, condenou a 70 anos de prisão em regime fechado Odilon Pereira, acusado de homicídio qualificado. O acusado matou sua ex-namorada, Lizete Meurer Talau, no início do ano passado no Bairro Pinheirinho, no município. Um dos motivos da qualificação do crime é o feminicídio.

Os jurados também o condenaram por dupla tentativa de homicídio qualificado por ter disparado contra o então namorado de sua ex-companheira e o pai dela.

O acusado, que já encontrava-se preso no Setor de Carceragem da 19ª Subdivisão de Francisco Beltrão, será encaminhado para a Penitenciária Estadual do município.

A defesa já informou que vai recorrer da decisão.

O crime

O crime aconteceu no início de 2016. De acordo com a denúncia, apresentada pelo Ministério Público (MP) o denunciado entrou na casa de sua ex-namorada, com quem manteve relacionamento de três anos, localizada no bairro Pinheirinho, e atirou no atual companheiro dela.

O acusado atingiu o homem com dois tiros, mas como o socorro foi prestado de forma imediata, ele sobreviveu. Em seguida, atirou contra a ex-namorada que, atingida no tórax, não sobreviveu. Por fim, disparou contra o pai da ex-companheira, que também conseguiu se salvar.

Na denúncia, o MP sustenta que o acusado, por não aceitar o fim do relacionamento, já havia ameaçado a ex-namorada diversas vezes, inclusive de morte. Como o crime envolve violência doméstica e familiar, se deu em decorrência de relacionamento e foi praticado pelo fato de a vítima ser mulher, a Promotoria de Justiça apresentou aditamento à denúncia por homicídio, incluindo a qualificadora de feminicídio.
A Promotoria de Justiça de Francisco Beltrão, defendeu também a qualificadora de ter sido o crime cometido por motivo torpe (por ele não se conformar com o fim do relacionamento e pelo crime ser praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, visto que ele agiu de surpresa ao entrar repentinamente na casa). Ambas foram acatadas pelos jurados.

Também foi considerado na denúncia o fato de a mulher ter sido morta na presença do pai.

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