Fruet oficializa candidatura e anuncia apoio do PPS

Roger Pereira


Em convenção realizada na noite desta quinta-feira, em uma casa de shows em Curitiba, o PDT oficializou a candidatura de Gustavo Fruet à reeleição para a prefeitura da capital paranaense. Na ocasião, o prefeito confirmou o apoio do PPS, que realiza sua convenção na sexta-feira mas já teria, após uma reunião entre Freut e o presidente estadual da legenda, Rubens Bueno, confirmado a adesão à campanha de reeleição do prefeito. Poderá vir do PPS, inclusive, o nome do candidato a vice de Fruet, sendo o vereador Helio Wirbiski o nome mais cotado para o posto. Caso a vice fique com o PV, que mantém-se na coligação de Fruet desde as eleições de 20012, o nome cogitado é o do vereador Paulo Salamuni. A coligação de Fruet tem, ainda, PTB e PRB.

“É uma aliança administrável, governável e sem contradições. Respeitando a convenção do PPS, que ainda não aconteceu, o nome do vice nós só anunciaremos amanhã”, disse. Fruet evitou comentar a ausência do PT, da vice-prefeita Mirian Gonçalves, em sua aliança (O partido terá o deputado estadual Tadeu Veneri como candidato). “Nossa aliança foi construída com base na agenda local. É claro que, por tudo o que acontece no Brasil, o cenário nacional acabará sendo debatido nesta eleição. Mas essa não foi nossa preocupação”, disse. “Quanto ao PT, temos que respeitar a posição do partido de lançar candidatos nas principais cidades do país até mesmo para defender seu legado”, afirmou.

Fruet, que passou a eleição passada toda tendo que justificar a aliança com o PT, admitiu que irá explorar a coligação do PMN de seu principal adversário, Rafael Greca, com o PSDB do governador Beto Richa, e o PSB, do ex-prefeito Luciano Ducci, depois da forte oposição feita por Greca a Richa e Ducci nos últimos anos. “Esse é um debate político necessário. Evidentemente que vai ser considerado. Ao longo da vida, a gente vai construindo uma imagem, positiva ou negativa. Credibilidade se conquista com o tempo. Agora, não se constrói com mudanças tão radicais e tão expressivas de opinião. Ninguém deve ser congelado, mas essas contradições, evidentemente, são públicas e serão cobradas também”, afirmou.

O prefeito reconheceu que o momento político do país não é favorável aos candidatos à reeleição, mas disse estar disposto a enfrentar as críticas e a indignação.  “O desafio é, num cenário de muita indignação, em razão das denúncias e do momento que o país vive, com dificuldades, inclusive de comunicação no meio desta agenda negativa, mostrar que a cidade avançou e  que a cidade quer seguir em frente, entendendo que mudou o modelo de gestão e muda a realidade de investimentos de uma cidade como Curitiba”, disse.

Ele disse que ninguém, no Brasil, conseguiu apontar qual o caminho para enfrentar esse grau de indignação e de crítica. “Mas o faremos com clareza e transparência. Não precisamos entrar em uma campanha justificando equívocos, erros, declarações, mudanças de opinião e, até, investigação e condenação. Felizmente não há nenhuma estrutura que tenha contaminado a prefeitura e nenhuma pessoa que tenha liderado algum processo de desvio de conduta nesta gestão. E, com alegria e entusiasmo, apontar tudo o que foi feito neste cenário. Curitiba apontou soluções, numa gestão que não aceitou provocação de cínicos e fanáticos, que não polarizou e não se abateu. E mostrar que a cidade, além de manter os serviços, aumentou”, concluiu.

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Repórter do Paraná Portal
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