Greve de trabalhadores atinge hospitais de Curitiba e região

Redação


Ao menos seis hospitais filantrópicos e particulares de Curitiba começaram o dia com parte da equipe em greve. Os trabalhadores aderiram à paralisação da categoria aprovada na terça-feira (17) em assembleia e que foi deflagrada nesta quarta-feira (18), às seis horas da manhã.

Entre outras coisas, eles querem reajuste de quase 20%, auxílio alimentação de R$ 580, adicional noturno e de insalubridade e melhores condições de trabalho.

Entre os que estão de braços cruzados há enfermeiros, técnicos em enfermagem, funcionários dos setores de copa e cozinha e auxiliares administrativos.

O Sindesc representa trabalhadores de hospitais filantrópicos e particulares, além de socorristas e empregados de planos de saúde, laboratórios e empresas de resgate. Isso significa que, se a greve continuar, pode haver impacto à população nos próximos dias. Mesmo assim, a entidade promete manter o efetivo mínimo de 30% estipulado por lei em cada hospital ou clínica.

Maior impasse entre empregados e patrões, o reajuste que os funcionários querem é a soma de 10% de aumento real nos salários, que se estenderia aos demais benefícios, mais a correção de perdas acumuladas no período de 9,8%.

O reajuste oferecido pelos patrões valer para salários, pisos e auxílio-alimentação. O Sindipar, Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná, concorda que os trabalhadores merecem mais, mas afirma que é inviável acolher a reivindicação. O motivo, de acordo com o assessor jurídico da entidade, Bruno Centa, é o desequilíbrio econômico que esse aumento provocaria e que poderia ocasionar demissões.

Ainda conforme o Sindipar, a adesão de trabalhadores à greve nas instituições por enquanto é baixa. Em todo caso, os hospitais mais afetados devem ser os filantrópicos, como a Santa Casa, o Cajuru, Pequeno Príncipe, Evangélico e Erasto Gaertner.

Um pedido de dissídio coletivo já foi ajuizado pelo sindicato patronal junto ao Tribunal Regional do Trabalho e a audiência está marcada para amanhã (19), às duas da tarde.

Nos outros setores, apesar da lei fixar em 30% o efetivo mínimo necessário aos serviços essenciais durante as greves, o pedido do Sindipar é de que esse percentual seja de 80% tendo em vista que as equipes já são muito reduzidas.

As informações são da BandNews Curitiba
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