Greve no HC continua por tempo indeterminado

Mariana Ohde


Trabalhadores do Hospital de Clínicas (HC), em Curitiba, decidiram manter a greve em assembleia realizada nesta quarta-feira (8). Os funcionários da Fundação de Apoio à Universidade Federal do Paraná (Funpar) rejeitaram a contraproposta apresentada na terça-feira (7) pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) diante de sua demanda de reajuste salarial.

A paralisação começou na segunda-feira (6). Os trabalhadores pediram, inicialmente, um aumento de 20%. A contraproposta da Funpar foi de 5,2% de reajuste. Após as primeiras negociações, os trabalhadores reduziram o valor do reajuste exigido para 12%, que compreenderia a inflação (9%) mais as perdas salariais. O sindicato representa a categoria (Sinditest) afirma que, agora, enquanto não há resposta, a greve parcial deve ser mantida por tempo indeterminado. O Sinditest também garante que está cumprindo as exigências do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que pediu contingente mínimo de 50% dos funcionários em áreas fundamentais de atendimento aos pacientes.

Segundo o coordenador-geral do Sinditest, José Carlos Assis, a contraproposta foi enviada às autoridades de conciliação e os trabalhadores aguardam nova reunião. “[Foi enviado o documento] dizendo que não foi aceita essa proposta de 5,2% e o parcelamento do restante, para chegar ao índice da inflação. Os trabalhadores apresentaaram um índice menor que aquele que havia sido apresentado. E agora a greve continua sem prazo definido. Estamos aguardando a resposta da Reitoria [da Universidade Federal do Paraná], da administração da Funpar ou do próprio Ministério”, explica, garantindo que os serviços essenciais serão mantidos, uma vez que a paralisação é parcial.

A Funpar, que aceitou a proposta do MPT, afirma que precisa buscar recursos públicos para um possível reajuste maior. A Fundação alega que tem uma dívida de cinco milhões de reais e não tem como pagar um reajuste maior do que 5,2%.

Segundo a assessoria do HC, a greve teve uma adesão aproximada de 231 funcionários do total de 851 funcionários que compõe o quadro em três turnos. Os serviços afetados e os principais impactos até agora foram na Central de Agendamento, nos ambulatórios, Biobanco, e setor de exames, que estão com adesão parcial – atendendo, mas com lentidão. Até o momento, nenhuma cirurgia foi cancelada.

(Com informações da BandNews)

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal