“Nossa coligação não terá contradições”, diz Fruet

Roger Pereira


Depois de passar quase toda a campanha de 2012 tendo que justificar uma aliança com o PT, o prefeito Gustavo Fruet disse, neste sábado, ao comemorar a adesão do PV a sua candidatura à reeleição, que a coligação de 2016 será maior que a de 2012, mas sem contradições. Com PV confirmado na coligação e apoio já declarado do PTB, o PDT de Fruet ainda negocia com PPS, DEM, PR e, até PSDB, entre outras legendas menores.

Ressalvando que a aliança com o PT foi fundamental para o momento político de 2012 e que acabou compreendida e apoiada pela sociedade, que o elegeu prefeito, Fruet disse que buscará, para sua reeleição, uma aliança que seja administrável no período eleitoral e governável posteriormente (o PT rompeu com o prefeito na segunda metade do mandato). “Queremos uma aliança em que prevaleça a agenda local e que não gere contradições por questões locais e posições adotadas. É claro que numa eleição municipal, a gente acaba fazendo alianças com partidos que ou no estado ou no governo federal tenham adotado posturas diferentes. Mas temos que deixar claro que queremos debater futuro da cidade com uma aliança administrável na eleição e governável na sequência”, disse, sem revelar quais partidos estão próximos a aderir a sua candidatura para que a aliança seja, de fato, maior que a de 2012. “Nossa convenção é em 4 de agosto e, até lá, estou tomando esse cuidado, porque sou o prefeito e tenho que cumprir com minhas obrigações”.

Questionado sobre um eventual apoio do PSDB, partido que deixou em 2011 para conseguir legenda para disputar a prefeitura no ano seguinte, Fruet disse que tem bom diálogo com os vereadores do partido, que está de portas abertas para compor com os tucanos, mas que respeita as questões internas da legenda, principalmente com relação a avaliação que o governador Beto Richa precisa fazer sobre o quadro político para 2018 antes de se posicionar nas eleições municipais. “Temos boa relação com os vereadores do PSDB, mas temos que respeitar as questões internas deles, inclusive a estratégia do governo de recuperar identidade. Tenho conversado com os vereadores. Com o governador, conversei, no palácio, inclusive, sobre as demandas da cidade, mas não avançamos em discussões sobre alianças eleitorais”.

Fruet disse estar preparado para uma campanha agressiva e superficial, por conta do período mais curto e das características que diz identificar em seus adversários. “Já vimos que será um processo desqualificado e o debate superficial por parte de alguns candidatos. Da minha parte, o desafio é manter a serenidade, ter uma imensa paciência para evitar uma atitude desequilibrada e buscar qualificar o debate, mostrando que assumimos a prefeitura no momento mais desafiador da história recente do Brasil, com a crise política, crise econômica, queda de receita e enorme desequilíbrio fiscal da prefeitura. E, além disso, um aumento brutal da demanda por serviço público na capital, em especial na assistência social na saúde e na educação, e, mesmo assim, conseguimos manter a cidade em funcionamento e avançar em todos os indicadores”.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal