Pioneiros no Brasil, Brown Spiders e Coritiba Crocodiles fazem clássico da nova geração

Redação


Há exatos oito anos, os na época “Curitiba Brown Spiders” e “Barigui Crocodiles” faziam a primeira partida de futebol americano full pads no Brasil. De lá para cá muita coisa mudou, hoje algumas equipes tem seu próprio estádio, existem campeonatos regionais por todo o Brasil, e este ano está sendo disputada a Superliga Nacional, que unifica todas as federações do país se transformando no maior campeonato de FA da América Latina.

Mas não foi só isso que mudou, a visibilidade tanto nas mídias digitais quanto nas impressas também é muito maior, e hoje, estatisticamente, é o esporte que mais cresce no Brasil. Pensando nisso, os dois clubes paranaenses que deram o primeiro passo no dia 25 de Outubro de 2008, começaram há algum tempo um projeto para a formação de novos atletas, e neste feriado (2), suas equipes de desenvolvimento farão o primeiro clássico sub-20 do Paraná.

“A sensação de ver a molecada jogando é muito legal. É a renovação do esporte, novos atletas que irão render muitos frutos para no futuro”, falou Rafael Tuleski Luz, diretor técnico da equipe de desenvolvimento do Brown Spiders FA. “Antigamente os atletas que vinham para jogar o futebol americano eram ex-praticantes de outros esportes, e hoje não, os jovens já começam jogando futebol americano. Ver meninos de 13 anos já com sua bolinha oval, camisa de time, iniciando no esporte é muito gratificante”.

Este é o caso de Flávio Carvalho, que começou na equipe de desenvolvimento do Brown Spiders, e na última partida da Superliga Nacional teve a oportunidade de começar como titular da equipe principal. Com apenas 17 anos, Flávio, que antes se espelhava em atletas da equipe principal como Matheus Luz e Waldir Martins, agora tem a oportunidade de atuar ao lado deles.

“Entrei no Brown Spiders com 15 anos, e como não tinha ainda idade para jogar (na época só podia a partir dos 16 anos), só treinava. Em 2015 tive a oportunidade de ficar entre os reservas no extinto Torneio Touchdown, e desde então estou sendo escalado para todos os jogos”, disse Flávio Carvalho, defensor do Brown Spiders.

Mas se engana quem pensa que participar de uma equipe de desenvolvimento é só aprender as teorias mais simples do esporte. Rafael Tuleski nos explicou que desde o início de um atleta, todo o conhecimento das jogadas da equipe profissional são ensinados a eles. Para Rafael, a evolução do esporte no país é visível principalmente na parte técnica, onde há oito anos não se utilizava nem metade da técnica de hoje.

Outro atleta que como Tuleski fez parte da primeira partida de futebol americano no Brasil e hoje passa seu conhecimento aos mais jovens é Adan Rodriguez, wide receiver da seleção brasileira e do Coritiba Crocodiles, e que agora também acumula a função de técnico da equipe sub-19. Para ele é gratificante ver quanto o futebol americano evoluiu desde 2008, principalmente no número de equipes e atletas, e partilhar o conhecimento que ele adquiriu é muito gratificante.

“Condo comecei sofria muito para aprender algo, então fiz uma promessa: Quando tivesse algum conhecimento fundaria uma escola para ensinar os jovens atletas”, conta Adan, que há seis anos fundou a Archer, que formou muitos jogadores que hoje atuam nas equipes do Paraná. “Tento compartilhar todas as situações (boas e ruins) que vivenciei dentro de campo, assim eles podem entender que o FA não é somente um esporte e sim um estilo de vida, que exige dedicação, estudo, e principalmente disciplina”.

Adan comenta que acredita que terá o prazer de atuar junto com seus pupilos, e que isso será muito “prazeroso” tanto para ele quanto para os outros técnicos, como Delmer Zoschke e Bruno Santucci. Entre os futuros atletas que almejam vestir a Jersey do Crocodiles está Lukas Remedi. O jovem de 17 anos conheceu o futebol americano por meio de jogos de vídeo game, e quando começou a assistir a NFL na televisão decidiu se aventurar em um “try out” do Crocodiles, e hoje faz parte do elenco do sub-19.

“Eu estou gostando bastante. Me dei super bem na posição de full back e tanto a equipe quanto os técnicos foram muito acolhedores comigo”, disse o empolgado Lukas, que devido a uma lesão no joelho não poderá atuar na partida de quarta-feira. “Jogar é muito diferente de assistir, e é uma adrenalina indescritível. Fico feliz por ter esta oportunidade, tudo graças aos grandes pioneiros que jogam hoje em dia, e ainda disponibilizam tempo para nos treinar”.

A partida acontece no Complexo Esportivo Brown Spiders (Rua Suécia, 1045, tarumã), que virou um verdadeiro “point” do futebol americano em Curitiba. Os ingressos custam R$ 10,00 e R$ 5,00 reais e está programada para iniciar às 14 horas.

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