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Se o critério fosse só o partido, não nos aliaríamos a ninguém, diz Marina, para justificar coligação com o PMDB

A ex-ministra Marina Silva, líder nacional da Rede Sustentabilidade justificou a coligação de seu partido com o PMDB, em..

Roger Pereira - 25 de agosto de 2016, 22:50

A ex-ministra Marina Silva, líder nacional da Rede Sustentabilidade justificou a coligação de seu partido com o PMDB, em Curitiba, onde o partido terá o vereador Jorge Bernardi como candidato a vice do deputado Requião Filho, na trajetória de vida do senador Roberto Requião e no convite do PMDB de Curitiba para que a Rede construísse junto o programa de governo da chapa. “Se fosse usar como critério apenas o partido, não faríamos aliança com ninguém, mas a Rede não acha que é, sozinha, a dona da verdade e quer transformar a política junto com as pessoas boas que existem em todos os outros partidos”, declarou, na noite desta quinta-feira, em discurso de lançamento da candidatura de Requião Filho.

Marina disse que, além da construção conjunta do programa de governo, o critério utilizado pela rede para fazer alianças políticas neste ano é a trajetória, as posições e o exemplo de vida e destacou as postura tomada por Roberto Requião, pai do candidato a prefeito de Curitiba, no Senado e no governo do Paraná, em temas sensíveis ao meio ambiente, como a criação de unidades de conservação no estado e a iniciativa de tornar o Paraná uma zona livre de transgênicos. “Isso não é discurso. É pagar o preço. É compromisso com a sustentabilidade”, afirmou. “Nós já fizemos muita coisa juntos. Agora, estaremos, pela primeira vez, no mesmo palanque”, afirmou.

A ex-ministra afirmou que Requião Filho traz a visão do jovem político, fundamental para as mudanças necessárias na política, com o legado do senador que já foi prefeito da capital e governador do estado por três mandatos. “A velha política precisa ser sepultada, mas o novo não se cria em cima do nada”, concluiu.

Roberto Requião reforçou o discurso da ex-ministra afirmando que “o PMDB do Paraná não se confunde com o PMDB do (Eduardo) Cunha, de fisiologismo e de negócios. O PMDB do Paraná é o partido das classes populares, desligado do grande capital. Marina e a Rede sabem quem estão apoiando”, disse.

O candidato a prefeito Requião Filho afirmou que seu programa de governo sé todo baseado na sustentabilidade, construído em conjunto com a Rede e que vai encarar, de imediato, questões como a do lixo e do transporte público. “Vamos chamar esse pessoal, que está apoiando outros candidatos, e avisar que a farra deles acabou”, disse. Para ele, o atual prefeito, Gustavo Fruet (PDT) “se apega a uma planilha e números gelados, que não representa a realidade da cidade. Ele pode continuar vomitando esses números (indicadores que, segundo a prefeitura, apontam melhorias nos serviços públicos e nos índices de desenvolvimento da cidade), que nós vamos apontar os problemas reais e as soluções para Curitiba”, afirmou.

A ex-ministra ainda falou, rapidamente sobre o processo de impeachment da presidente Dilma. "Foi cometido um crime de responsabilidade e, agora, está pagando por isso" e desafiou a provarem que houve dinheiro de caixa 2 em sua campanha em 2010, conforme vazamento de proposta de delação premiada do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro. "A polícia federal tem diversos instrumentos para investigar isso. Estou à disposição. Quem não deve, não teme".