‘Sobraria alguém nesse país se aplicassem as regras que estão aplicando para mim?’, questiona Dilma

Mariana Ohde


A presidente Dilma Rousseff ironizou na noite desta segunda-feira (9) os motivos utilizados por opositores para pedir seu impeachment. Em cerimônia de inauguração da ampliação do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, a presidente afirmou que, caso aplicassem as mesmas regras que utilizam contra ela, não sobraria um único gestor público no Brasil sem ser impedido.

“Sobraria alguém nesse país se aplicassem as regras que estão aplicando para mim, se aplicasse as regras para todos os gestores públicos? Respostas: não sobraria ninguém. Então, por que isso? Por que isso? É porque não é crime. Não é crime. É esse o problema. É golpe”, disse ela. Durante o evento, a presidente lembrou que não sofre qualquer acusação de desvio de dinheiro público ou de ter contas no exterior e que, por isso, as chamadas ‘pedaladas fiscais’ foram a única forma que encontraram de tentar retirá-la do poder. E prometeu resistir.

“Não recebi propina, não desviei dinheiro público, então acharam seis decretos. Vou lutar com todos os meios legais para impedir a usurpação ilegal de meu mandato, por traidores, por pessoas que não têm condições de se apresentar e se eleger. Vou lutar porque o povo brasileiro merece respeito, consideração”, afirmou.

A presidente reconheceu problemas na economia, mas afirmou que a crise, mais do que econômica, é política. Ela acusou o ex-presidente da Câmara de ter trabalhado contra seu mandato deste o primeiro dia de sua posse após a reeleição. “Não sei se o país sabe, mas o Legislativo está parado por conta do fato de o ex-presidente não ter nomeado aquelas comissões que dizem respeito à Câmara, e comissões mistas juntas com Senado. Nenhuma funciona; a do Orçamento, a de Constituição e Justiça, a de Educação. Nenhuma comissão”, disse.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal