Acompanhamento médico infantil é fundamental mesmo em tempos de pandemia

Unimed Curitiba – Conteúdo de Marca

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Desde o nascimento, o acompanhamento médico infantil é fundamental para o crescimento perfeito e para a prevenção de uma série de doenças. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o recomendado são visitas mensais ao pediatra até os seis meses de idade, trimestralmente até os 18 meses, semestrais entre dois e quatro anos e anuais dos cinco aos 19 anos. Porém, em tempos de pandemia onde a recomendação é ficar em casa, muitos acabam descuidando e até mesmo não seguindo este cronograma.

De acordo com dados divulgados recentemente pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e pela SBP, 73% dos pediatras entrevistados afirmam que as crianças estão deixando de ser vacinadas por causa da pandemia. Além disso, mais de 80% das mulheres grávidas temem a contaminação pelo novo coronavírus durante as consultas de pré-natal e a internação hospitalar por ocasião do parto e oito em cada dez crianças apresentaram alterações de comportamento na pandemia.

Segundo a médica pediatra da Unimed Curitiba, Luciane Valdez, a criança necessita de acompanhamento do médico pediatra, indispensável e insubstituível, desde o nascimento à adolescência. “A criança precisa de acompanhamento frequente com o pediatra para que seja realizado exame físico criterioso para análise da evolução física, motora e cognitiva da criança ou adolescente, além de criar um vínculo entre o médico, o paciente e familiares. A falta de acompanhamento com o especialista e o atraso na vacinação, por exemplo, podem causar danos à saúde dos pequenos, com reflexos inclusive na vida adulta”, explica.

Ainda de acordo com a médica, as crianças possuem características e necessidades específicas que somente esses profissionais podem investigar diagnosticar e orientar. “O objetivo não é apenas procurar doenças e tratá-las, mas principalmente preveni-las”.

Para ela, também é fundamental seguir o esquema vacinal para garantir a imunização. “Um dos pontos mais importantes é estar atento para não antecipar e nem atrasar as vacinas, especialmente para a proteção do sistema imunológico dos bebês, que ainda está em formação”.

Entre as vacinas necessárias à fase inicial da vida, destaque para a BCG (que protege contra formas graves da tuberculose), Hepatite A e B (com proteção de mais de 95% contra estas doenças), Tríplice Viral (contra sarampo, caxumba, rubéola) ou Tetra Viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), Triplice bacteriana – Difteria, tétano, coqueluche , Haemophilus tipo B e Poliomielite (também contempladas em apresentações combinadas – Penta ou Hexavalente), Pneumocócica (fornece proteção contra 10 ou 13 subtipos da bactéria pneumococo, dependendo da apresentação da vacina), Rotavírus (contra o vírus que provoca infecção gastrointestinal), Meningocócica (que protege contra sorotipos C ou ACWY e B, conforme apresentação da vacina, bactérias que podem causar meningite), Febre Amarela (importante em locais endêmicos), Influenza (a vacina da gripe) e HPV (indicada na adolescência, contra o vírus do papiloma humano que pode causar câncer de colo de útero).

Mas o que fazer durante o período pandêmico para não perder ou prejudicar o esquema vacinal? Luciana reforça que é importante buscar alternativas que concedam mais segurança às famílias. “Interromper as consultas ou a vacinação rotineira, em especial de crianças, gestantes e outros grupos de risco, pode levar ao aumento de casos de doenças que são graves, mas preveníveis. Apesar do cenário, é possível ir às consultas e realizar as vacinas, escolhendo locais próximos à residência e que respeitem o distanciamento social exigido nesse momento, evitando horários de pico, além da otimização das saídas, indo ao pediatra e ao posto de vacinação no mesmo dia, por exemplo”, indica.

Para não existirem dúvidas sobre os cuidados com os pequenos, é recomendável sempre recorrer a um médico especialista em pediatria, pois é ele quem auxiliará em tudo que eles precisarem. No que diz respeito às vacinas, o site da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) também traz um calendário para consultas sobre o calendário de vacinação para criança.

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