Mercado financeiro abre espaço para investimentos de renda fixa

Fernando Garcel

Para o próximo ano, o mercado financeiro mantém a previsão de 4,25% para a inflação, no centro da meta do governo. Para manter a inflação controlada, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,75% ao ano.

André Luiz Malucelli, Diretor de Captação do Paraná Banco, acredita que a Selic se mantenha nesse patamar até o final do próximo ano e que isso abre portas para a economia e mercado de investimentos.

“As taxas de juros que tinham subido muito nos últimos anos, no governo Dilma, atrapalharam a economia e as empresas. O governo novo teve felicidade em fazer as ações que precisavam ser tomadas. A gente tem que se acostumar com uma rentabilidade diferente. Com um ambiente de taxa de juros novo para o brasileiro. Acho que há 60 anos o Brasil não tinha uma taxa de juros tão baixa e isso tem uma série de fatores positivos para a economia”, afirma Malucelli.


O diretor afirma que investidores que procuram uma rentabilidade maior devem procurar produtos de renda variável em seus portfólios. “A gente está vivendo em um mundo em que a poupança está limitada a 0,4% ao mês. Para a nossa cabeça, de um passado com a taxa de juros alta, é muito baixo”, diz. “A gente vem recomendando um mix de CDBs com fundos de renda variável. É um momento novo. As pessoas precisam pesquisar, conversar com seus consultores, com seus gerentes e aqueles que aconselham sobre seus investimentos”, finaliza.

Tecnologia e investimentos

André Luiz Malucelli diz que a internet abriu portas para que investidores encontrem informações sobre fundos que se adequem aos seus perfis e que brasileiros têm por cultura a necessidade de uma aplicação que permita o resgate do valor aplicado de forma rápida.

Na última semana, a instituição lançou o CDB Flex 180 com vencimento para 3 anos e com taxa de 105% do CDI. O diferencial é que o fundo dá ao investidor a liberdade da liquidez diária após 6 meses de aplicação. O Imposto de Renda, por sua vez, segue a tabela regressiva, e se os resgates ocorrerem antes do prazo final de 3 anos a alíquota aplicada é aquela correspondente ao tempo da aplicação.

“A gente criou um produto em que o investidor fica os primeiros 180 dias sem a liquidez e depois, ao longo dos próximos três anos, tem liquidez diária com taxa de 105% do CDI. Uma taxa muito vantajosa e generosa”, afirma o diretor.

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de renda fixa. Isso quer dizer que o investidor sabe quanto a aplicação vai render no final do contrato, seja por um percentual atrelado ao CDI ou a qualquer outra taxa pré-fixada. Junto com a poupança, o CDB é um dos investimentos mais comuns em instituições bancárias brasileiras.

“É muito simples. É o produto que mais dá segurança ao investidor conservador e moderado. Ele pode ter uma renda variável combinado com um CDB, e dormir sossegado. Pelo Fundo Garantidor de Crédito, o CDB é garantido em até R$ 250 mil por investidor em cada instituição”, conta Malucelli.

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