Menina de seis anos foi abusada sexualmente antes da morte, segundo laudo

Fernando Garcel


A menina Tabata Fabiana Crespilho Rosa, de 6 anos, que foi encontrada morta na última quarta-feira (27), em Umuarama, no Noroeste do Paraná, sofreu violência sexual antes de ser enforcada, de acordo com o laudo da perícia divulgado na segunda-feira (2).

A polícia já tinha adiantado que a menina tinha sofrido abusos antes da morte.

Menina de seis anos foi abusada sexualmente antes de ser morta, segundo a polícia

A menina desapareceu no início da tarde de terça-feira (26), após ser deixada na esquina da escola pelo irmão, de 13 anos. Seu corpo foi encontrado na quarta-feira (27), após a prisão do suspeito, que confessou o crime, ter indicado o local. Ele disse, aos policiais, que matou a criança asfixiada e depois enterrou. Ele foi identificado graças a câmeras de segurança de ruas do bairro Parque Danieli, onde fica a Escola Municipal Rui Barbosa.

O homem morava no bairro e seria conhecido da família da menina. A mãe de Tabata, Fernanda Crespilho, e o padrasto, Willian, disseram que Silva é conhecido ‘de vista’ e que ele teria sido preso e recentemente solto – e que depois que ele retornou da cadeia não o tinham mais visto. De acordo com a polícia, o suspeito matou uma adolescente, de 15 anos, há sete anos. Ele cumpria pena em regime semiaberto.

Tentativa de linchamento

Após a notícia da prisão do suspeito, centenas de pessoas cercaram a 7ª Subdivisão Policial de Umuarama. O Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) de Maringá, a 162 quilômetros de Umuarama, precisou ser chamado. Antes da chegada do reforço da PM, as pessoas começaram a jogar coisas a forçar a entrada na delegacia. A situação evoluiu a ponto de populares destruírem carros, entre eles quatro pertencentes e veículos de imprensa e uma viatura nova da Polícia Civil.

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Com a situação, os presos da delegacia, que abriga 260 detentos e tem capacidade para 64, se rebelaram. A população jogou pedras, pedaços de pau e ferro, quebrando vidraças do prédio e inclusive ferindo pessoas que estavam no interior da delegacia. Não há confirmação do número de feridos.

De acordo com a polícia, alguns presos chegaram a sair das celas e circular pela delegacia, mas teriam desistido da fuga após se depararem com a revolta da população.

Com a chegada do reforço policial – os primeiros a chegarem foram os policiais do 7º Batalhão, de Cruzeiro do Oeste – o suspeito de matar a menina foi transferido para outra cidade. Mais tarde chegaram policiais de Campo Mourão e Maringá.

A Polícia Civil informou que paralelamente ao inquérito policial referente a prisão do suspeito autuado pela morte da menina Tabata Fabiana Crespilho da Rosa, de 6 anos, outro inquérito policial será aberto para apurar rigorosamente os danos causados ao patrimônio público, e também bens de terceiros que foram afetados por “atitudes incompreensíveis e inaceitáveis de vândalos que causaram enormes prejuízos à população em geral”.

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