Juíza autoriza Lula a acompanhar enterro do neto em São Paulo

Vinicius Cordeiro, Francielly Azevedo e William Bittar - CBN Curitiba


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi autorizado, pela juíza Carolina Lebbos, a ir para São Paulo acompanhar o velório e enterro de seu neto, Arthur Araújo Lula da Silva, que faleceu nesta sexta-feira (1) em decorrência de uma meningite meningocócica.

O ex-presidente fará o deslocamento em um avião do Governo do Paraná, com aval do Ministério Público Federal (MPF). O governador Ratinho Junior (PSD) liberou a aeronave após o pedido da superintendência PF. A operação de transporte é de responsabilidade da Polícia Federal. O avião já está pronto e aguarda apenas a definição da saída de Lula do prédio onde ele está preso desde o dia 7 de abril do ano passado.

Para preservar a intimidade da família e garantir a integridade de Lula e a segurança pública, os detalhes do deslocamento serão mantidos em sigilo.

Arthur deve ser cremado por volta de 12h deste sábado (2), após velório no Cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo.

Pedido

Com caráter de urgência, os advogados de Lula pediram autorização à Justiça para que o ex-presidente acompanhe a cerimônia do sepultamento de seu neto. O pedido entrou em sigilo nível 4 por volta das 15h30 da tarde e teve a publicação da juíza Lebbos . Nesse caso, apenas o magistrado, diretor de secretaria e oficial de gabinete têm acesso aos autos.

O documento enviado pelos advogados, no início da tarde, teve como base o artigo 120 da Lei de Execução. O trecho destacado é o seguinte: “os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão“.

Vale lembrar que, no mês passado, o irmão de Lula, Genival Inácio da Silva, conhecido como Vavá, morreu aos 79 anos. A defesa de Lula pediu solicitou à Justiça para que o petista fosse ao velório. A resposta positiva, vinda do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), também foi lembrada neste pedido da defesa do petista. Entretanto, na ocasião, Lula se recusou a deixar sua cela pela autorização ter sido determinada apenas no fim da cerimônia.

Relembre

Lula cumpre pena de 12 anos e um mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, em caso julgado, na primeira instância, pelo então juiz Sérgio Moro. Já no caso do sítio de Atibaia (SP), Lula foi condenado por 12 anos e 11 meses de prisão em julgamento da juíza Gabriela Hardt, que substitui Moro na Operação Lava-Jato após o mesmo ter assumido o cargo de ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro.

Lula nega qualquer crime e, apoiado pelo Partido dos Trabalhadores, alega que vem sofrendo perseguição política.

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