Decisão sobre saída do cargo virá “no seu devido tempo”, segundo Richa

Mariana Ohde

O governador Beto Richa (PSDB) cumpre, em 2018, o último ano de seu segundo mandato como governador do Paraná. Em entrevista ao programa Band Cidade, nesta quarta-feira (7), Richa afirmou que termina sua gestão com a “consciência tranquila”.

“Estou entregando um Estado muito melhor do que recebi, é incomparável. Recebi um Estado com R$ 3,5 bilhões em dívidas”, disse, ressaltando avanços na segurança pública e infraestrutura.

Porém, quando o assunto é futuro político, o governador ainda não decidiu se deixará ou não o cargo em abril para concorrer ao Senado. Segundo Richa, ainda há indecisão entre seus aliados a respeito das candidaturas, o que deve pesar na decisão. “Temos dois candidatos dentro dos nossos aliados, está difícil unir todo o time”, diz. Os candidatos ao governo, até aqui, são Ratinho Junior (PSD) e a vice-governadora Cida Borguetti (PP).

Se não deixar o cargo, Richa não poderá participar das eleições deste ano, porém, segundo o governador, o bom momento do Estado tem sigo um forte argumento pela permanência. “O que pesa na decisão de encerrar meu mandato [em dezembro] é que o governo está em seu melhor momento, está no auge”, disse. Em entrevistas anteriores, no mês de janeiro, Beto Richa chegou a garantir que permaneceria no cargo por este motivo, mas voltou a cogitar a possibilidade de sair, alguns dias depois.


O prazo final para a decisão é o dia 7 de abril, mas, segundo Richa, não há ansiedade e os próximos passos serão dados “no seu devido tempo”.

“Concordo que o prazo está se esgotando”, disse. “Estou conversando, com muita cautela, com meus aliados, meu partido, para ver o que é mais conveniente”.

 

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