À Dilma, resta a renúncia para recomeçar

Pedro Ribeiro


A presidente afastada, Dilma Rousseff, desembarca hoje em Curitiba em um dia típico da capital paranaense, com chuva e frio, para participar do Circo da Democracia e divulgar a propalada “carta aos brasileiros”. De acordo com o senador e seu principal defensor no Paraná, Roberto Requião, a presidente vai propor novas eleições no país.

Estranho é que, Dilma Roussef foi eleita democraticamente pelo voto do povo e, então, por que novas eleições, se ainda tem (ou teria) dois anos de mandato? Requião também vem falando aos quatro cantos, que a presidente vai apresentar documento de transformação da Nação.

Oras bolas, ela não transformou a Nação. Não tirou mais de 30 milhões de brasileiros que viviam na extrema miséria? Tudo não passa de novos discursos, para tirar o foco do processo de impeachment que está para ser votado no Senado. Dilma, se tivesse realmente boa assessoria, renunciaria para poder ficar com salário de ex-presidente e recomeçar sua vida política.

Ela deve saber que sua situação não é nada confortável, inclusive dentro do próprio PT, onde o próprio presidente do partido, Ruy Falcão descartou a proposta de plebiscito. Aqui, em Curitiba, o PT acabou sofrendo um duro golpe que o próprio deputado estadual e candidato do partido à Prefeitura de Curitiba, Tadeu Venéri, não conseguiu montar uma boa chapa de vereadores. Se Dilma continuar a ser assessorada por Requião, vai faltar mamona no mercado.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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