38% das fake news abordam o tema política

Mariana Ohde

O tema política perda apenas para a saúde nas notícias falsas.

A política está entre os assuntos mais abordados nas chamadas fake news – as notícias falsas disseminadas na internet. Segundo o Relatório de Segurança Digital no Brasil, da empresa de segurança na web PSafe, 38% das notícias falsas dizem respeito a este tema.

A saúde é o tema campeão de fake news, com 41%. Aparecem também na lista as celebridades, que são o assunto de 18% das notícias falsas. Ainda segundo o estudo, 95,7% das notícias falsas compartilhadas de janeiro a março deste ano foram enviadas pelo WhatsApp. Estima-se que 8,8 milhões de brasileiros foram impactados por notícias falsas nesse período.

O levantamento foi feito por meio de um aplicativo da empresa que monitora os links recebidos pelos usuários e avalia sua segurança. O aumento no número de acessos às fake news foi de 11,97% em relação ao período anterior: de 2,6 milhões no quarto trimestre de 2017 para 2,9 milhões no primeiro trimestre de 2018.

Ainda segundo o relatório, além das fake news, outro problema de destaque no ambiente virtual é a publicidade suspeita, que teve crescimento de 27,4% em relação ao período anterior. “Ambas as categorias apresentam o mesmo objetivo: lucrar indevidamente a partir de visualizações, acessos e cliques em anúncios nas páginas maliciosas ou em pop-ups fraudulentos – sem o conhecimento dos próprios nunciantes. Quanto mais usuários impactados, maior a remuneração”, explica o estudo.

Segundo o documento, os cibercriminosos usam como isca mensagens com tom de alerta e temas curiosos. “No caso da publicidade suspeita, a isca é a disseminação de falsas notificações de detecções de vírus usando o nome e a marca de aplicativos e serviços de segurança populares no mercado para solucionar o problema, sem o conhecimento ou autorização das empresas proprietárias desses aplicativos”. No caso das fake news, os criminosos usam a credibilidade e a popularidade de veículos de comunicação, empresas e personalidades da mídia, sem o conhecimento ou autorização destes, segundo a PSafe.

Segundo o estudo, foram registrados, ao todo, 56,9 milhões de ciberataques via links maliciosos. Os homens acessaram estes links 3 vezes mais do que as mulheres.

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Repórter no Paraná Portal
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