Política
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Copel vai ‘reavaliar’ provedora de internet

O novo presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, recebeu ontem do governador Ratinho Junior (PSD) duas diretrizes p..

Metro Jornal Curitiba - 17 de janeiro de 2019, 07:09

Foto: Copel Telecom
Foto: Copel Telecom

O novo presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, recebeu ontem do governador Ratinho Junior (PSD) duas diretrizes para cumprir à frente da empresa: a primeira é focar em energia elétrica, e a segunda, priorizar os investimentos dentro do Paraná.

“A Copel voltará a ser a matriarca do setor para fazer o seu melhor, que é gerar, transmitir e distribuir energia”, disse Ratinho. Acontece que a estatal é uma importante provedora de internet, através da Copel Telecom, e já anunciou ontem que pode mesmo mudar sua política.

“A diretriz do governo do Paraná é que a Copel foque na origem do seu negócio, que é energia elétrica. Portanto, o que não estiver alinhado com este foco passará por natural reavaliação. Porém, esse estudo ainda não foi iniciado. Este ano, inclusive, a Copel Telecom receberá R$ 290 milhões em investimentos para melhoria dos seus negócios”, adiantou ontem uma nota da assessoria de imprensa da empresa.

Além da Copel Telecom, a estatal mantém outros investimentos fora da energia elétrica. Entre eles está o controle de 51% na Compagás, a participação de 45% na Sercomtel (também telecomunicações, em Londrina) e 49% da Carbocampel (exploração de carvão, em Figueira-PR).

As empresas não são necessariamente deficitárias: nos primeiros nove meses de 2018 a Copel Telecom registrou em balanço um lucro líquido de R$ 37,2 milhões, atribuído ao aumento do número de clientes.

A empresa atende os 399 municípios do Paraná e mais 2 em Santa Catarina.

Ativos mantidos

Mesmo com o governador determinando prioridade para investimentos dentro do estado, a Copel divulgou ontem que não pretende vender seus ativos fora: “os empreendimentos fora do Estado continuarão no patrimônio da companhia”. A gestão anterior da empresa previu aplicar neste ano R$ 59,3 milhões na Usina Colíder, em Mato Grosso e mais R$ 59,2 em usinas eólicas no Nordeste.