Reajuste de 1% para servidores gera racha na Assembleia Legislativa

Metro Jornal Curitiba

Antiga base aliada se dividiu e apoiadores de Ratinho já pedem aumento maior a servidores.

O projeto de lei do Executivo que concede aumento de 1% para os servidores está tendo dificuldade em ser aprovado pela Assembleia Legislativa. Hoje (3), o texto será debatido pela segunda vez na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), mas a indefinição ainda é grande, admite o líder do governo Pedro Lupion (DEM). “Não há consenso, está bem dividido, bem bagunçado”, admite.

Na semana passada, o deputado Tadeu Veneri (PT) pediu vistas ao texto, atrasando a votação. A depender o resultado da reunião de hoje, o projeto pode até seguir na CCJ, diz Lupion.

Se o reajuste de 1% para os servidores está travado, o aumento de 2,76% para outras cinco categorias está na pautado para o plenário amanhã. “É até contra minha opinião,
acho que deveriam ser votados todos juntos”, diz Lupion.

Os cinco projetos concedem a reposição da inflação (2,76%), só para o Judiciário, Defensoria Pública, Tribunal de Contas, Ministério Público e Assembleia Legislativa. Na semana passada a governadora Cida Borghetti (PP) enviou um ofício aos presidentes dos cinco órgãos, pedindo que eles recuem e aceitem o aumento menor de 1%, mas até agora o índice está mantido em 2,76%.

Eleições

A falta de consenso na Assembleia é reflexo da proximidade das eleições, que devem opor nas urnas a governadora, candidata à reeleição, e o deputado estadual Ratinho Junior – líder da maior bancada na casa, que une os 11 deputados do PSD, além dos 6 do PSC.

Ontem, em plenário, os deputados ligados a Ratinho já falavam abertamente contra o aumento de 1%, que é considerado pequeno. “Foi proposto só 1%, enquanto a luz aumentou 15%. Como os nossos servidores vão fazer? Espero que essa casa aprove o reajuste ao menos da inflação”, disse Mauro Moraes (PSD).

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