Política
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Não há risco de militares cometerem erros na desobstrução de rodovias, diz secretário

Por Andreia VerdélioO secretário nacional de Segurança Pública, Carlos Alberto dos Santos Cruz, disse hoje (27) q..

Agência Brasil - 27 de maio de 2018, 13:36

Foto: Fotoarena / Folhapress
Foto: Fotoarena / Folhapress

Por Andreia Verdélio

O secretário nacional de Segurança Pública, Carlos Alberto dos Santos Cruz, disse hoje (27) que as Forças Armadas estão preparadas para atuar na desobstrução de rodovias e que não há chance de os militares cometerem erros.

“Nosso pessoal é muito bem preparado, o prestígio que o Exército e as Forças Armadas têm são construídos pelo bom-senso, pela habilidade. Não existe o mínimo risco de se cometer qualquer erro, qualquer coisa fora de lei”, disse.

General da reserva do Exército, Cruz conversou com a imprensa ao chegar, nesta manhã, no Palácio do Planalto para participar da reunião do gabinete de crise que monitora a paralisação dos caminhoneiros. A manifestação entra hoje no sétimo dia e tem causado desabastecimento de combustíveis e alimentos em vários locais do país.

O general disse ainda que a Força Nacional não está atuando diretamente em operações nas rodovias porque tem um efetivo pequeno. “A Força Nacional está distribuída , não temos efetivo em reserva”, disse. “É um contingente pequeno, não é um contingente que possa influir decisivamente em qualquer ação”.

Hoje, a Força Nacional está com 1,2 mil homens, atuando em 16 operações em 11 estados, como no combate ao roubo de cargas no Rio de Janeiro e no apoio a equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Fundação Nacional do Índio (Funai) no Pará e da Polícia Federal na fonteira com o Paraguai. Um pequeno efetivo foi enviado para Minas Gerais para auxiliar especificamente nessa operação nas rodovias e, se houver necessidade, outros poderão ser deslocados para outros locais.

Sobre as reivindicações dos caminhoneiros autônomos, Cruz disse que são interesses naturais de categorias que estão pressionadas pela sua necessidade. “Espero que se chegue a uma conclusão, são coisas que precisamos regularizar para o bem-estar de todo mundo. Não é uma questão de ver o certo ou errado, mas de regularizar”, disse.

A reunião do gabinete de crise teve início antes das 10h.