Aos menos 15 vereadores de Curitiba querem disputar eleições

Metro Curitiba

Professora Josete é pré-candidata à Câmara dos Deputados. Os demais, à Assembleia Legislativa do Paraná.

Dos 38 vereadores da Câmara Municipal, 15 informaram ao Metro Jornal ter interesse em disputar um cadeira de deputado nas eleições de outubro. De todos eles, apenas Professora Josete (PT) é pré-candidata a deputada federal. Os demais estão em busca de uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

O número é semelhante ao das últimas eleições, em 2014, quando 14 foram candidatos, mas a disposição dos vereadores é apenas o primeiro passo das candidaturas – já que elas ainda dependem do aval das convenções partidárias, que podem ocorrer, até 5 de agosto. Até lá as agremiações buscam equilibrar as disputas internas por espaço político, já que algumas vezes candidatos do mesmo partido, ou coligados, dividem o mesmo eleitorado – e não convém dividir forças.

Esse é caso, por exemplo do vereador Beto Moraes (PSDB), que tem como padrinho político o deputado estadual Mauro Moraes (PSDB). Ambos são da capital e, como Mauro deve disputar a reeleição, Beto já admite ficar fora da disputa.

Em outras situações o próprio interesse dos vereadores depende da formação de chapas competitivas. Nesta condição estão, por exemplo, as vereadoras Maria Letícia Fagundes (PV) e Fabiane Rosa (PSDC). As siglas pedem que elas apresentem seus nomes e elas até admitem entrar na disputa, mas apenas a depender das coligações.


Já o vereador Tico Kuzma (PROS) afirma estar consolidado na disputa, mas buscando apoios. “O partido fez uma convocação pelos nomes e agora estamos tentando montar uma ‘chapinha’, para eleger de 4 a 5 deputados”, conta. A união seria do Pros e PMB (já acordados) em negociação com o PMN, partido do prefeito Rafael Greca.

Sem medalhões

A disputa pelo eleitorado curitibano neste ano tende a ser mais fácil do que em 2014, já que nenhum “medalhão” está no pleito. Naquele ano, Ratinho Junior (PSD) amealhou 300.928 mil votos, recorde histórico, sendo boa parte vinda de moradores da capital.

Para comparação, Ratinho obteve, sozinho, uma votação 13 vezes maior do que o do deputado que se elegeu com menos votos – Missionário Ricardo Arruda, com 23.592.

Sem Ratinho, a tendência é o que o eleitorado se divida. Se em 2014 nenhum vereador se elegeu deputado, em 2010 dois foram eleitos e em 2006 e 2002, quatro.

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