Política
Compartilhar

Novo superintendente da PF no Paraná diz que Lava Jato está longe do fim

O delegado Luciano Flores de Lima tomou posse, nesta segunda-feira (4), como Superintendente Regional da Polícia Federal..

Francielly Azevedo - CBN Curitiba - 04 de fevereiro de 2019, 18:16

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O delegado Luciano Flores de Lima tomou posse, nesta segunda-feira (4), como Superintendente Regional da Polícia Federal (PF) no Paraná. Durante a cerimônia, ele garantiu a continuidade da Lava Jato e destacou que a Operação está longe do fim.

"Há alguns anos atrás, foi até cogitado que ela poderia terminar logo. Já estamos no quinto ano. O ano de 2019, começamos com duas fases deflagradas, fases importantes. Certamente virão outras fases e, assim como outras operações, eu arrisco dizer que está longe do fim", disse.

Flores de Lima disse que a soltura de presos da Lava Jato não desanima os policiais envolvidos na operação e que ela é apenas a “ponta do iceberg”. "A sensação é a de que o esquema era muito maior do que o que qualquer pessoa podia imaginar. A sensação é que a gente foi muito mais longe do que qualquer um de nós podia prever. E a sensação é a de que a sociedade brasileira está apoiando", afirma. "Essa é a sensação: de que era apenas a ponta do iceberg".

O delegado classificou a Lava Jato como a maior operação “do mundo”. Afirmou que equipamentos tecnológicos estão sendo implantados para agilizar os procedimentos.

"Um grande storage onde os dados são armazenados, de todas as fases da Lava Jato, equipamento de Inteligência Artificial, análise, processamento de dados. Tudo isso vamos conseguir colocar em prática nos próximos meses. Depois, um treinamento que os policiais terão. Assim, poderemos dar um grande salto nas investigações".

O efetivo policial também deve ser aumentado com o chamamento de aprovados no último concurso. "Atenção total não só da administração regional como da direção geral, envidando todos os esforços para trazer policiais de diversos cargos, inclusive de escrivão, que estava faltando. Agora, com o concurso que está em andamento, a gente espera que até o fim do ano seja resolvida definitivamente essa questão de falta de pessoal".

Luciano Flores de Lima substitui Maurício Valeixo, nomeado diretor-geral da PF pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. O delegado está na PF desde 2002. De 2014 a 2016, atuou na Lava Jato e foi o responsável por executar a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2016.