Sem Lula, Marina e Bolsonaro estão tecnicamente empatados na liderança

Mariana Ohde e Assessoria

As informações são da pesquisa CNI-Ibope, divulgada nesta quinta-feira (28) pela CNI.

Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede) estão tecnicamente empatados na liderança da disputa pela Presidência, em um cenário sem a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações são da pesquisa CNI-Ibope, divulgada nesta quinta-feira (28) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Na pesquisa estimulada – com lista de candidatos – Bolsonaro tem 17% das intenções de voto e Marina Silva tem 13%. Isto significa que Bolsonaro e Marina Silva estão tecnicamente empatados, pois a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Em seguida, também tecnicamente empatados, apareceriam Ciro Gomes (8%) e Geraldo Alckmin (6%).

Álvaro Dias teria 3% das intenções de votos. Fernando Collor de Mello (PTC) e Fernando Haddad (PT) têm 2% das intenções de voto. Os candidatos Manuela D´Ávila, João Amôedo, Rodrigo Maia, Henrique Meirelles, João Goulart Filho, Flávio Rocha, Guilherme Boulos, Levy Fidelix teriam 1%. Os candidatos Valéria Monteiro, Aldo Rebelo, Paulo Rabello de Castro e Guilherme Afif Domingos não atingiriam 1% das intenções de voto cada um.

Os votos brancos e nulos somariam 33% e os que não sabem ou não responderam chegaria a 8%.

“É importante destacar que as candidaturas à Presidência da República ainda não estão oficialmente definidas. Os cenários testados foram construídos com base nos prováveis nomes para a disputa, citados na mídia e/ou informados pelos partidos políticos”, alerta a CNI.

Lula ainda lidera

Ainda na pesquisa estimulada, no cenário que considera a candidatura de Lula, o ex-presidente ficaria em primeiro lugar, com 33% dos votos.

Aparecem, em seguida, Bolsonaro (15%), Marina Silva (7%) e Ciro Gomes e Geraldo Alckmin, ambos com 4%. Álvaro Dias teria 2% das intenções e os demais candidatos – Fernando Collor de Mello, João Goulart Filho (PPL), João Amôedo, Levy Fidelix (PRTB), Manuela D´Ávila (PCdoB) e Flávio Rocha (PRB) – ficariam com 1% cada neste cenário.

O número de votos brancos e nulos chegaria a 22% e o dos que não sabem ou não responderam seria de 6%.

No disco apresentado aos entrevistados também constavam os nomes de Aldo Rebelo (SD), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Guilherme Afif Domingos (PSD), Paulo Rabello de Castro (PSC), Rodrigo Maia (DEM) e Valéria Monteiro (PMN), porém, esses não alcançam 1% e, juntos, somam 2% das intenções de voto.

Na pesquisa espontânea, Lula também chegaria na frente dos demais candidatos e teria 21% dos votos no primeiro turno. Em segundo lugar, ficaria Bolsonaro, com 11%, seguido por Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede), ambos com 2% dos votos. Os demais candidatos Álvaro Dias (Podemos), Geraldo Alckmin (PSDB) e João Amôedo (Novo) teriam 1% cada.

Na escolha espontânea, os votos brancos e nulos somariam 31% e o os que não sabem ou não responderam alcançaria 28%. Isso significa que 59% dos eleitores não indicaram um candidato.

Cerca de um terço dos eleitores disseram que não votariam de jeito nenhum em Fernando Collor de Mello (32%), Jair Bolsonaro (32%) e Lula (31%). Geraldo Alckmin foi citado por 22%, Ciro Gomes e Marina Silva por 18% cada um.

Popularidade de Temer

A pesquisa CNI-Ibope também mostra que aumentou a insatisfação com o governo do presidente Michel Temer (MDB). O número de entrevistados que avalia o governo como ruim ou péssimo subiu de 72% em março para 79% em junho. Foi a pior avaliação do governo desde o início do mandato de Temer.

Apenas 4% consideram o governo ótimo ou bom.

A confiança no presidente e a avaliação da maneira de governar também diminuíram de março para junho, mas os resultados oscilaram dentro da margem de erro. O número de pessoas que confiam no presidente caiu de 8% em março para 6% em junho. O percentual dos que não confiam subiu de 89% para 92%. O número dos que aprovam a maneira de governar de Michel Temer recuou de 9% para 7% e o dos que desaprovam aumentou de 87% para 90%.

De acordo com a pesquisa, 63% dos brasileiros acreditam que o governo de Michel Temer é pior do que o de Dilma Rousseff. Esse número cresce para 78% na região Nordeste. Além disso, 74% da população acreditam que o final do atual governo será ruim ou péssimo. No Nordeste, o percentual sobe para 83%.

Atuação do governo Temer

A pesquisa CNI-Ibope também mostra como os brasileiros avaliam a atuação do governo em nove áreas. Mais de 75% dos entrevistados reprovam as políticas e ações do governo. A pior avaliação é para a área de impostos, em que 92% desaprovam as ação do governo. Em seguida, com 89% de desaprovação aparece a taxa de juros.

O combate ao desemprego é reprovado por 87% e as ações na área de saúde são desaprovadas por 88% da população. As políticas e medidas na segurança pública são reprovadas por 83% dos brasileiros.

Esta edição da pesquisa CNI-Ibope ouviu 2 mil pessoas em 128 municípios, entre os dias 21 a 24 de junho. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02265/2018.

*A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 24 de junho, com 2 mil pessoas entrevistadas em 128 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02265/2018.

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Repórter no Paraná Portal
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