Nova fase da Lava Jato cumpre 17 mandados de prisão

Mariana Ohde

PF

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram mais uma fase da Operação Lava Jato na manhã desta sexta-feira (23). A Operação Sem Fundos, como foi chamada, é a 56ª etapa da operação e as ordens judiciais teriam partido de Curitiba.

Foram cumpridos 17 mandados de prisão, sendo 8 de prisão preventiva, sem prazo de soltura -, além de 68 mandados de busca e apreensão, na Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Três investigados se entregaram na sede da Polícia Federal e dois que estão com mandado de prisão preventiva, encontram-se fora do país.

Entre os itens apreendidos estão seis carros de luxo, documentos, mídias e HD’s.

Segundo a polícia, o objetivo é “reprimir a prática de crimes de corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta de fundo de pensão, lavagem de dinheiro e organização criminosa”.

As investigações estão relacionadas à prática de corrupção nas obras de construção de uma sede da Petrobras em Salvador, na Bahia. Segundo a PF, as obras e os contratos de gerenciamento da construção, de elaboração de projetos de arquitetura e de engenharia foram superfaturados e direcionados para viabilizar o pagamento de propina a agentes públicos da Petrobras e dirigentes do Fundo Petrobras de Seguridade Social (Petros), entre outras pessoas.

“Tudo isso em prejuízo à estatal e ao fundo de pensão investidor, este mantido mediante patrocínio da própria Petrobras e das contribuições de seus empregados”, informa a PF.

Segundo a polícia, o Petros investiu na execução da obra para alugar o prédio à estatal por 30 anos. Porém, com o direcionamento da execução das obras à uma empresa ligada a outras duas grandes empreiteiras já conhecidas investigadas, o valor da execução ficou acima do que deveria, assim como o valor de aluguel a ser pago.

De acordo com a PF, “os investigados direcionavam parte dos recursos obtidos desses valores a maior para pagamento das propinas, utilizando de artifícios para ocultar e dissimular a origem e destino desses montantes”.

As penas somadas podem chegar ao total de 50 anos de prisão, além das multas.

O nome da operação refere-se à perda do Fundo de Pensão da Petrobras, assim como ao fato de os crimes investigados parecerem revelar um “saco sem fundos”.

Os presos ficarão à disposição da Justiça na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal