Pagamento de emendas vira argumento em defesa de Temer. Veja ao vivo:

Fernando Garcel


Jordana Martinez e Fernando Garcel

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados discute nesta terça-feira (17) o parecer do relator Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) sobre a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência.

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Na denúncia, Temer é acusado de tentativa de obstrução de justiça e liderança de uma organização criminosa que teria a atuação de parlamentares do PMDB e dos ministros Padilha e Franco. O Supremo Tribunal Federal (STF) só poderá investigar o presidente e ministros com a autorização da Câmara.

Um dos trechos mais polêmicos foi quando o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) citou o pagamento de emendas como argumento para defender o arquivamento da denúncia.

“É um governo reformista que inclusive respeita as oposições. Está pagando as emendas, pagando as emendas de tempos atrasados, quando não havia as impositivas. Respeitem esse presidente”, argumentou.

Já o deputado Pastor Franklin (PP-MG) afirmou que querem destituir um presidente faltando menos de um ano para as eleições “para criar o caos e a instabilidade no país”.

O deputado Léo de Brito (PT-AC) disse que é contra a criminalização da atividade política. “O problema é quando a composição e a ocupação dos espaços na máquina pública se dá com determinados fins criminosos, para a prática de atos ilícitos.”

Pelo seguimento da denúncia, o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) argumentou que as justificativas são fartas e as provas contundentes. E que a denúncia está absolutamente fundamentada.

O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) disse que por conta da utilização do aparato institucional em sua defesa pessoal, o ex-deputado Eduardo Cunha foi afastado. “E é isso que hoje o senhor Michel Temer faz”.

Essa é a segunda denúncia que está sendo analisada na CCJ. O parecer sobre a peça foi apresentado na última terça-feira (10) pelo relator que recomendou a rejeição do prosseguimento da denúncia, afirmando que ela se baseia em “delações espúrias, sem credibilidade não havendo justa causa para o prosseguimento da ação penal”.

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