Juiz afirma que defesa de irmãos Richa tenta protelar ação na Rádio Patrulha

Juliana Goss - BandNews FM Curitiba e Thaissa Martiniuk - Bandnews FM Curitiba


O juiz responsável pelo processo relacionado as investigações da Rádio Patrulha, Fernando Fischer, afirmou em despacho que os advogados dos irmãos Beto e Pepe Richa estariam tentando protelar a ação.

Fischer atua na 13ª Vara Criminal de Curitiba e se manifestou à ministra do Superior Tribunal de Justiça, Laurita Vaz, nesta terça-feira (5). Para o magistrado, a defesa tenta atrasar as apurações trazendo prejuízo a administração pública. A ação da Rádio Patrulha foi suspensa na semana passada por decisão do ministro do STJ, João Otávio de Noronha, que aceitou uma solicitação dos advogados dos réus.

O ex-governador Beto Richa e o ex-secretário de Infraestrutura e Logística, Pepe Richa, junto com outras 11 pessoas respondem ao processo.  A apuração vai permanecer pendente até que seja julgado o mérito do habeas corpus protocolado pela defesa dos dois acusados. A análise do recurso tem relatoria da ministra Laurita Vaz, mas ainda não há data para que seja analisado.

A Rádio Patrulha investiga pagamentos de propina no programa “Patrulha do Campo”, responsável por obras em estradas rurais do estado. Os irmãos são investigados pelos crimes de corrupção passiva e fraude à licitação, que teriam sido praticados entre 2011 e 2018.

De acordo com as defesas de Beto e Pepe, o Ministério Público do Paraná sonegou de forma “explícita” documentos fundamentais ao exercício de defesa. Os advogados alegam que 62 testemunhas foram intimadas para prestar depoimento sobre o caso sem que documentos essenciais tenham sido juntados aos autos, o que desrespeitaria o direito de ampla defesa.

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