Política
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52ª fase da Lava Jato mira crimes praticados em subsidiárias da Petrobras

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta manhã (21), a Operação Greenwich, 52ª fase da Operação Lava Jato. Policiais feder..

Mariana Ohde - 21 de junho de 2018, 09:43

Foto: Rodolfo Buhrer / Paraná Portal
Foto: Rodolfo Buhrer / Paraná Portal

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta manhã (21), a Operação Greenwich, 52ª fase da Operação Lava Jato. Policiais federais cumpriram um mandado de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão nas cidade do Rio de Janeiro, Recife e Timbaúba, as duas últimas em Pernambuco.

Entre os investigados e alvos de mandados de prisão está o ex-diretor da Petroquisa, Djalma Rodrigues de Souza e seu filho, Douglas Campos Pedroza de Souza. Também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados à família.

Douglas, alvo de prisão temporária, não foi encontrado pelos policiais e informou que vai se apresentar na sede da Polícia Federal em São Paulo. Djalma já é réu na operação, ele foi denunciado na 46ª fase.

A nova fase mira crimes praticados contra as subsidiárias da Petrobras, entre elas, Petrobras Química S/A - Petroquisa. "Mais uma vez, o esquema criminoso identificado em várias oportunidades em contratações da Petrobras se repetiu também em suas subsidiárias", informa a PF.

Segundo informações levantadas durante as investigações, o Grupo Odebrecht teria sido favorecido na obtenção de contratos em troca de repasses para funcionários da empresa, seja por meio da entrega de valores em espécia ou contas bancárias no exterior.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o ex-diretor recebeu R$ 17 mil do grupo Odebrecht e, para isso, foi utilizada a conta bancária na Suíça, que é controlada pelo filho, entre dezembro de 2010 e março de 2014.

"Ao longo das investigações, também foram encontrados indícios de que Djalma Rodrigues interferiu, de maneira imprópria, enquanto gerente da Petrobras, em favor de empresas administradas por seus familiares, a fim de que fossem beneficiadas em contratos públicos", afirma o MPF.

Nas contratações, eram, propositalmente, estabelecidos parâmetros que só podiam ser atendidos pelo Grupo Odebrecht. De acordo com a PF, as investigações apontam a prática de diversos crimes, como a fraude na contratação das empresas das subsidiárias da Petrobras em favor da Odebrecht, corrupção, crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

Movimentações financeiras e rendimentos declarados por Djalma perante a Receita Federal do Brasil são incompatíveis com seus recebimentos na Petrobras.

O nome da operação é uma referência a uma das contas bancárias mantidas no exterior para o recebimento de valores indevidos e transferidos pela Odebrecht a funcionários de subsidiárias da Petrobras.

Os presos serão escoltados para a sede da PF em Curitiba, onde permanecerão à disposição do Juízo da 13ª Vara Federal.