Richa é chamado de “honesto” e chora em encontro com apoiadores

Metro Jornal Curitiba


Em busca de retomar a sua campanha ao Senado depois de ser preso, o ex-governador Beto Richa (PSDB) recebeu ontem (18), em um comitê eleitoral no São Francisco, dezenas de apoiadores para um ato de desagravo.

A imprensa não pode acompanhar o evento, em que Richa discursou e repetiu um pronunciamento levado ao ar na propaganda eleitoral gratuita, mas que na TV acabou sendo cortado, por ser longo demais. “Invadiram a minha casa aterrorizaram minha mulher, invadiram a casa da minha mãe de 78 anos. Eu fui vítima do estado policial que alguns querem implantar no país”, disse.

“Hoje ameaçam a minha liberdade, amanhã pode ser a de vocês”, completou. Durante o evento ele ainda foi saudado com gritos de “honesto” e se emocionou e chorou, assim como seu filho Marcello Richa (PSDB).

Um dos mandados de busca e apreensão da Operação Rádio Patrulha foi em um apartamento na rua Gutemberg, no Batel, que seria da mãe do ex-governador.

O alvo, no entanto, era Pepe Richa, já que o endereço, segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), poderia estar sendo usado para esconder provas.

Foto: Facebook / PSDB Paraná

Estiveram no evento de ontem o ex-líder do governo, deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PSB), o presidente do PSB estadual, Severino Cavalcante, a prefeita de Colombo, Beti Pavin (PSDB), o vereador de Curitiba Thiago Ferro (PSDB) e o ex-vereador Edson do Parolin. Sub júdice O TRE confirmou ontem que o nome de Richa vai para as urnas, mas a sua candidatura ainda será julgada.

Ele enfrenta uma impugnação pelo caso das diárias em Paris, além de outro pedido do MDB, que contesta sua participação em eventos públicos do governo.

PGR recorre

A Procuradora Geral da República Rachel Dodge entrou ontem com um pedido para que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes reverta o habeas corpus que soltou 15 investigados na Operação Rádio Patrulha, incluindo o ex-governador Beto Richa (PSDB).

O próprio Gilmar vai julgar o pedido. Segundo Dodge, Richa “adotou expediente jurídico exótico, que resultou no direcionamento do seu pedido” a Gilmar, e caso o habeas
corpus não seja revertido ele será o “revisor direto e universal de todas as prisões temporárias do país”.

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="554666" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]