“Não é uma questão de escolha”: Meirelles explica a reforma da Previdência

Mariana Ohde


Com Ludmilla Souza e Ivan Richard Esposito, Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta terça-feira (7), em São Paulo, que a reforma da Previdência não é mais uma opção. “A reforma não é uma questão de escolha, ela terá que ser feita em algum momento, é uma questão fiscal, numérica”. No final de outubro, o ministro explicou o cálculo do salário mínimo da mesma forma.

O comentário veio após declaração do presidente Michel Temer, em Brasília, sobre as dificuldades para a aprovação da reforma da Previdência. “O presidente reconheceu as dificuldades, é um processo controverso em qualquer lugar do mundo, não há dúvida. O presidente reconheceu esse fato para as lideranças partidárias que ali estavam expressando as suas preocupações”, afirmou.

Ele destacou que não vai recuar por conta das dificuldades apresentadas, embora acredite que a idade [para a aposentadoria] não é questão principal. “Do meu ponto de vista, os brasileiros poderiam se aposentar aos 45 anos de idade, não teria problema nenhum, desde que o país pudesse pagar por isso”, afirmou.

Para o ministro, a questão é que o crescimento das despesas previdenciárias no Brasil não é sustentável. “Não é um problema de qual é a idade que se quer que as pessoas se aposentem; quanto mais cedo as pessoas tiverem direito, melhor, desde que seja financiável a Previdência Social pela sociedade brasileira”.

Pedido de apoio

Em vídeo divulgado no Twitter nesta terça-feira, Temer pediu o apoio da população para a aprovação da reforma, em tramitação no Congresso Nacional.

Depois de reuniões com líderes da Câmara dos Deputados e do Senado, o governo admite mudanças no texto para que, pelo menos, parte dela seja aprovada ainda neste ano. Como se trata de emenda Constitucional, para aprovar a reforma na Câmara serão necessários, pelo menos, 308 votos favoráveis.

No vídeo, Temer ressalta a importância da reforma, mas diz que o governo “cumpriu seu dever” ao enviar o texto ao Parlamente, em uma sinalização de que a responsabilidade, agora, é de deputados e senadores.

Na rede social, Temer disse ainda que, nas reuniões com os líderes da Câmara e do Senado, percebeu a disposição deles em aprovar a reforma previdenciária e que “toda a sua energia” será voltada para isso.

 

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal