Força-tarefa do MPF no Paraná denuncia Paulo Preto por lavagem de R$ 100 milhões

Redação

A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná denunciou, nesta segunda-feira (25), Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, por lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça. Apontado como operador do PSDB, é a primeira vez que Paulo Preto é denunciado pela força-tarefa paranaense.

Segundo o MOF, ele lavou cerca de R$ 100 milhões para as empreiteiras Odebrecht e UTC e teria viabilizado o repasse dos valores para o doleiro Adir Assad. Eles teriam sido usados para pagar propina a políticos e funcionários da Petrobras, entre outras estatais.

“A denúncia descreve um complexo esquema de lavagem de capitais decorrente dos crimes praticados por executivos de duas empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção no âmbito da Petrobras: Odebrecht e UTC. As provas colhidas evidenciaram que as construtoras valeram-se dos operadores financeiros Paulo Vieira de Souza e Rodrigo Tacla Duran para ocultarem a origem e movimentação de recursos criminosos, de forma a obterem milhões de reais em espécie para o pagamento de propina a agentes públicos e políticos”, diz o MPF.

Paulo Preto foi acusado também de atrapalhar as investigações por supostamente ter tentado esconder o celular enquanto os policiais realizavam buscas em sua casa, em fevereiro, quando ele foi detido na 60ª fase da Operação Lava Jato, a Ad Infinitum.


Segundo o MPF, no closet de sua residência, “foi localizada quase uma dezena de cabos USB de carregamento de celulares, conectados em fontes de carregadores, sugerindo, assim, que aparelhos eletrônicos dessa natureza ali estiveram em momento próximo. Quebra telemática judicialmente autorizada demonstrou que Paulo Preto não só possuía aparelho celular, como dele se utilizou nos dias imediatamente anteriores a sua prisão preventiva”.

Além dele, foram denunciados por lavagem de dinheiro o advogado Rodrigo Tacla Durán, Fernando Migliaccio, Olívio Rodrigues, Marcello Abbud e Samir Assad. O ex-senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que foi alvo de busca e apreensão na Ad Infinitum, não é citado na denúncia.

Paulo Preto está preso desde a operação, em fevereiro. Ele já tem duas condenações, em primeira instância, na Justiça Federal de São Paulo.

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