Defesa de Richa pede que bens pessoais apreendidos na Quadro Negro sejam devolvidos

Redação e Thaissa Martiniuk - Bandnews FM Curitiba

A defesa de Beto Richa (PSDB) fez um pedido para que a Justiça devolva objetos pessoais do ex-governador apreendidos em março, quando ele foi preso pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no âmbito da Operação Quadro Negro. Richa foi solto no dia 4 de abril, depois de uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná.

A defesa alega que os objetos levados são de uso pessoal e não têm relação com os fatos investigados na ação penal em que Richa é réu. Entre os itens estão joias, relógios, óculos de sol, canetas e abotoaduras. Eles foram encontrados no quarto do ex-governador.

A defesa ainda afirma que a investigação está em fase inicial e os danos supostamente causados ainda não foram calculados. Os advogados também ressaltam que o próprio Ministério Público do Paraná (MP-PR) reconhece que os bens pessoais não estão relacionados às práticas ilícitas.

O pedido será analisado pelo juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 9ª Vara Criminal de Curitiba.


O MP-PR  afirma que a apreensão teve o objetivo de ressarcir os cofres públicos. A Operação Quadro Negro investiga desvios de verbas que seriam destinadas à construção e reforma de escolas públicas. os valores somam R$ 20 milhões.

No início de abril, o MP-PR pediu à Justiça que os objetos fossem leiloados, pois poderiam perder o valor de mercado caso ficassem muito tempo guardados.

O ex-governador é réu em três processos na Operação Quadro Negro.

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