Segunda fase da Fratura Exposta mira multinacionais do setor de saúde

Mariana Ohde

A operação investiga irregularidades na compra de equipamentos e insumos hospitalares no RJ.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Ressonância, nova etapa da Operação Fratura Exposta, desdobramento da Lava Jato que investiga irregularidades na compra de equipamentos e insumos hospitalares no Rio de Janeiro.

A Operação Ressonância mira contratos da área da saúde firmados o Estado do Rio de Janeiro e Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into).

São 22 mandados de prisão – 13 de prisão preventiva e 9 de prisão temporária, com prazo de cinco dias. Há, também, 43 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraíba, Minas Gerais e no Distrito Federal. Também foi determinada a intimação de um ex-secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro.

Os mandados foram expedidos pela 7° Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Segundo a PF, as investigações, realizadas em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), indicam a atuação de “uma grande empresa do ramo de fornecimento de materiais e equipamentos médicos no sentido de manter sob influência a diretoria do Into”.

“O objetivo dessa atuação seria direcionar os vencedores e os valores a serem pagos nos contratos de fornecimento do Instituto. Outras empresas interessadas em participar das licitações precisavam passar a integrar o cartel coordenado por essa grande empresa do ramo para ampliar as chances de sucesso”, informa a polícia.

Na ação de hoje, são investigadas 37 empresas e os crimes de formação de cartel, corrupção, fraude em licitações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A operação é realizada em conjunto com o MPF, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria Geral da União (CGU).

Fratura Exposta

A Operação Fratura Exposta foi deflagrada em abril de 2017 e prendeu o ex-secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro Sérgio Côrtes e os empresários do setor de saúde Miguel Iskin e Gustavo Estellita, entre outros, que foram soltos, recentemente, após habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os desvios identificados somam R$ 300 milhões.

Previous ArticleNext Article
Repórter no Paraná Portal
[post_explorer post_id="534176" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]