Gleisi visita Lula como advogada nesta segunda-feira (6)

Mariana Ohde

Na semana passada, a defesa apresentou uma procuração para incluir Gleisi como defensora de Lula.

A senadora e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, faz, nesta segunda-feira (6), uma visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como sua advogada. Na quinta-feira (2), a defesa do petista apresentou uma procuração para incluir Gleisi como defensora de Lula.

Antes, a senadora poderia visitar Lula apenas nas quintas-feiras, dia reservado aos amigos. Com a nomeação, eles terão mais tempo para negociar articulações eleitorais.

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, já havia sido incluído como advogado de Lula para obter acesso facilitado ao ex-presidente. Ele também visitará Lula hoje.

Eleições

No sábado (4), foi homologada a candidatura de Lula à Presidência. “Este encontro nacional do PT talvez seja um dos mais importantes em toda a história do nosso partido. É enorme a responsabilidade que temos pela frente. A decisão de hoje vai nos conduzir a uma luta sem tréguas pela democracia, pelo povo brasileiro e pelo Brasil”, afirmou Lula em carta lida no evento. “Mas sei que estou presente por meio de cada um de vocês, cada dirigente, delegado e militante do PT”, escreveu o ex-presidente.

Neste domingo (5), o PT e o PCdoB anunciaram uma aliança da centro-esquerda em torno de Lula, Fernando Haddad e Manuela D`Ávila. No encontro, Haddad foi anunciado como vice de Lula.

“O PT reitera que vamos com Lula até as última consequências. Por isso, a ideia é que tenha uma pessoa para vocalizar sua campanha e essa missão seria feita através de um companheiro do PT, que tenha identificação com Lula e que seja seu amigo. Então decidimos junto com o PROS, PCdoB e PCO que o Fernando Haddad é o vice na nossa chapa”, anunciou Gleisi durante a coletiva. Haddad e Manuela devem percorrer o país promovendo o programa de governo.

Mesmo preso há quase quatro meses, Lula continua com uma intensa atividade política e Gleisi e Haddad são os principais emissários.

O ex-presidente cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, decorrente do caso do tríplex do Guarujá (SP), no âmbito da Operação Lava Jato. A defesa tenta reverter a sentença nos tribunais superiores.

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Repórter no Paraná Portal
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