‘Quem garante a democracia é o povo’; Haddad visita Lula e pede mobilização

Redação

Fernando Haddad visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira (8), na condição de advogado. Ao sair da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está detido desde o dia 7 de abril de 2018, Haddad falou sobre a visita e pediu a mobilização de todos.

Segundo Haddad, o ex-presidente está “muito preocupado com as democracia” após declarações do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que disse, nesta quinta-feira (7), que democracia e liberdade só existem se a “Força Armada assim o quer”.

“Ele [Lula] participou de todo o processo de redemocratização do país. E o recado que ele tem é o seguinte: quem garante a democracia é o povo, que é de onde emana todo poder, segundo nossa Constituição”, contou Haddad. “Então, se a gente quiser defender nossos direitos, a nossa mobilização se torna mais necessária do que nunca no momento em que esses direitos estão sendo ameaçados”.

Lula foi preso em decorrência da condenação no caso do triplex do Guarujá (SP), no âmbito de Operação Lava Jato. Em fevereiro, ele foi condenado pela segunda vez, no caso do sítio de Atibaia (SP), também na Lava Jato. As penas somam 25 anos.


Perda do neto

Segundo Haddad, durante o encontro, Lula evitou falar da perda do neto Arthur Araújo Lula da Silva, que faleceu, na semana passada, em decorrência de uma meningite, aos sete anos. “O que se passou com ele, há poucos dias atrás, evidentemente é uma coisa que deixou marcas e ele ainda está bastante abalado com o que aconteceu. Procura falar pouco do assunto, porque se emociona cada vez que lembra”, contou Haddad.

No sábado (2), Lula chegou a ir até São Bernardo do Campo para acompanhar o velório e cremação do menino. “O Lula sempre demonstra uma capacidade muito grande de reação. Sente a perda, mas sua disposição continua grande para lutar pelo Brasil. A vida dele é a defesa desse país”, disse Haddad.

Recado às mulheres

No Dia Internacional da Mulher, o ex-presidente também enviou um recado a elas. “Oito de março é dia de lembrar a luta das mulheres, que vivem um exercício de resistência diário, desde o momento que vêm ao mundo”.

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