Política
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Lava Jato: 78ª fase mira ex-funcionário da Petrobras suspeito de receber US$ 2 milhões em esquema

Na manhã desta quinta-feira (26), foi deflagrada a 78º fase da Operação Lava Jato para cumprir dois mandados de busca e ..

Redação - 26 de novembro de 2020, 07:21

RIO DE JANEIRO,RJ,15.05.2018:OPERAÇÃO-CONTRA-LAVAGEM-DINHEIRO-TRÁFICO-DROGAS - Movimentação na sede da Polícia Federal (PF), no Rio de Janeiro (RJ), após operação que prendeu nesta terça-feira (15), Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará, delator da Lava Jato. Outros investigados também foram presos na operação contra lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas. (Foto: jose lucena/Futura Press/Folhapress)
RIO DE JANEIRO,RJ,15.05.2018:OPERAÇÃO-CONTRA-LAVAGEM-DINHEIRO-TRÁFICO-DROGAS - Movimentação na sede da Polícia Federal (PF), no Rio de Janeiro (RJ), após operação que prendeu nesta terça-feira (15), Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará, delator da Lava Jato. Outros investigados também foram presos na operação contra lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas. (Foto: jose lucena/Futura Press/Folhapress)

Na manhã desta quinta-feira (26), foi deflagrada a 78º fase da Operação Lava Jato para cumprir dois mandados de busca e apreensão contra um ex-funcionário da Petrobras, no Rio de Janeiro.

A investigação apura práticas criminosas cometidas na Gerência Executiva de Marketing e Comercialização. O ex-funcionário teria recebido US$ 2,2 milhões, entre 2009 e 2015, para favorecer a trading company em negociações de compra de combustíveis marítimos fornecidos pela Petrobras.

78ª FASE DA OPERAÇÃO LAVA JATO

As ordens judiciais da Operação Sem Limites V, que foram expedidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba, são cumpridas em: Angra dos Reis e Araruama. Um dos mandados envolve um ex-funcionário da Petrobras, que é investigado na 57ª fase da Operação Lava Jato.

De acordo com a investigação, as vantagens indevidas seriam recebidas em espécie no Brasil e, na sequência, repartidas pelo investigado com outros funcionários da estatal, que também eram integrantes do esquema criminoso.

Segundo a PF (Polícia Federal), existem ainda indícios de que outras empresas estrangeiras também teriam pago vantagens indevidas ao ex-agente público, relacionadas a operações de compra e venda de combustíveis marítimos.

Os investigados responderão pela prática, dentre outros, dos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e de lavagem de dinheiro.

OPERAÇÃO SEM LIMITES V

Segundo a PF, as apurações do esquema criminoso foram iniciadas após a deflagração da 57ª fase da Operação Lava Jato, que teve por objetivo o cumprimento mandados contra responsáveis pela prática de crimes envolvendo a negociação de óleos combustíveis e outros derivados entre a estatal e trading companies estrangeiras.

Após o cumprimento das medidas, no final de 2018, e o oferecimento de acusações criminais, executivos ligados a empresa estrangeira investigada celebraram acordos de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

A investigação recebeu o nome de Operação Sem Limites V por vinculação direta com as investigações da Operação Sem Limites (57ª fase), Sem Limites II (71ª fase), Sem Limites III (76ª fase) e Sem Limites IV (77ª fase), as quais fazem alusão à transnacionalidade dos crimes praticados que ocorreram a partir de operações comerciais envolvendo empresas estrangeiras e com pagamentos de propina no exterior.