Política
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83% dos recursos arrecadados por candidatos vêm dos partido

A primeira parcial da prestação de contas destas eleições, apresentada à Justiça Eleitoral mostra que 83,3% dos recursos..

Metro Jornal Curitiba - 17 de setembro de 2018, 06:50

Foto: ANPr
Foto: ANPr

A primeira parcial da prestação de contas destas eleições, apresentada à Justiça Eleitoral mostra que 83,3% dos recursos arrecadados pelos candidatos ao governo do estado e ao senado pelo Paraná foram doações dos partidos.

Os dados são do fim da semana passada já com novos relatórios financeiros – os quais os candidatos e partidos são obrigados a fazer a cada 72h a partir da data do recebimento da doação financeira. Levando em conta só o arrecadado pelos candidatos ao Palácio Iguaçu, 90,1% vieram dos cofres dos partidos, ou R$ 14,9 milhões de R$ 16,6 mi.

Até aqui a governadora e candidata à reeleição Cida Borghetti (PP) tem a campanha mais “rica” com R$ 6,9 milhões angariados, sendo quase a totalidade oriunda do partido. Depois dela vem Ratinho Junior (PSD) com R$ 4,6 milhões e João Arruda (MDB) com R$ 4,3 mi.

Enquanto o emedebista tem situação semelhante a de Cida, com praticamente toda a verba de origem partidária, Ratinho tem quase um terço do total proveniente do seu próprio bolso e de doações de pessoas físicas (são mais de R$ 400 mil de um de seus irmãos e de seu vice Darci Piana). Com relação aos candidatos ao Senado, 70,5% dos R$ 8,9 milhões arrecadados até agora, ou R$ 6,2 mi, são dos partidos.

A porcentagem 20% inferior ao dos candidatos ao governo tem uma explicação: o Professor Oriovisto Guimarães (Pode). Líder em arrecadação, o fundador do Grupo Positivo já tirou mais de R$ 2,3 milhões de seu bolso para financiar a campanha. Dono de uma fortuna de R$ 240 mi, segundo a declaração de bens prestada à Justiça, ele havia dito em entrevista ao Metro Jornal no mês passado que não utilizaria verba do fundo partidário por não concordar com ele. Por enquanto, está cumprindo a promessa.

Depois de Oriovisto vêm os ex-governadores Roberto Requião (MDB) e Beto Richa (PSDB).

Razão

Os partidos são a maior fonte de recursos devido a proibição do financiamento privado de campanha (as doações de empresas), determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2015. Esta é a primeira vez que a regra vale em uma eleição geral no país.