Acampamento pró-Lula vai recorrer para permanecer na região da PF

Fernando Garcel e Andreza Rossini


Os movimentos que integram o acampamento pró-Lula na região da Superintendência da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida, em Curitiba, vão recorrer contra a decisão do juiz Jailton Juan Carlos Tontini que determinou a remoção dos manifestantes do local. Na decisão, o magistrado determinou que, se for necessário, o uso de força policial está permitido.

Justiça determina uso de força policial para retirada do acampamento pró-Lula

Segundo a nota divulgada pelos movimentos e partidos que integram a Vigília Lula Livre, o movimento irá para a segunda instância e tentará impedir a aplicação de multas. Além disso, as entidades também afirmam que sempre respeitaram os acordos feitos com a Secretaria Estadual de Segurança Pública e chamaram o prefeito Rafael Greca de irresponsável por tentar impedir a manifestação com o interdito proibitório.

“[…] Em nome do cumprimento dos acordos, mediados pelo Ministério Público do Paraná, retiramos o som, cumprimos os horários estabelecidos de silêncio, fazemos a limpeza das ruas todos os dias, mantemos o diálogo permanente com a vizinhança, entregamos flores e cartas no bom diálogo com a comunidade e mantemos relação respeitosa com a Polícia Militar. Nosso direito à defesa contra a prisão política do presidente Lula é legítimo e será mantido”, finaliza a nota.

Decisão

Tontini determinou a remoção do acampamento, com o uso de força policial, após os manifestantes permanecerem no local mesmo após a primeira decisão de retirada do acampamento. Além disso, o magistrado determinou multa de R$ 500 mil ao dia em caso de descumprimento da decisão, contando desde o último dia 19, data da primeira notificação judicial.

“Determino que se oficie à Exma. Governadora do Estado do Paraná, Sra. Maria Aparecida Borghetti, ao Exmo. Secretário de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Sr. Julio Cezar dos Reis, e à Exma. Sra. Comandante-Geral da Polícia Militar, Coronel Audilene Rosa de Paula Dias Rocha, solicitando o auxílio de força policial para o imediato cumprimento da ordem liminar proferida pelo Poder Judiciário do Estado do Paraná, conforme, aliás, mencionado na própria decisão”, diz o documento.

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