Política
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Advogado acusado de agredir senadora diz estar sendo ameaçado de morte

O advogado Paulo Demchuk, detido pela Polícia Federal (PF) por suposta tentativa de agressão à senadora Vanessa Grazziot..

Jordana Martinez - 01 de setembro de 2016, 19:44

O advogado Paulo Demchuk, detido pela Polícia Federal (PF) por suposta tentativa de agressão à senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), denuncia que passou a receber ameaças de morte depois que o caso ganhou repercussão na imprensa e nas redes sociais.

As ameaças teriam sido feitas de telefones públicos, em ligações ao escritório do advogado. Uma das secretárias, que pediu para não ter o nome divulgado por medo de represálias, revelou o conteúdo de uma das conversas: "eu pergunteu se era um cliente, e ele não quis se identificar. Falou "apenas diga para ele que os dias dele estão contados, e de todos que trabalham com ele"", afirmou.

O advogado, que é ativista de movimentos sociais, atribui as ameaças "à famosa máfia comunista esquerdista".  Em entrevista ao Paraná Portal ele contou que, durante a conversa que gerou a confusão, disse que "os senadores não merecem receber nenhum centavo porque eles prestam um desserviço ao Brasil" e que "eles destroem o Brasil com essas manipulações políticas". E também defendeu o direito de hostilizar políticos em locais públicos como forma de liberdade de expressão.

Discussão do impeachment acabou na PF

A cena aconteceu no momento do desembarque de passageiros que vinham de Brasília em um avião da Latam, na noite desta quarta-feira (31),  no Aeroporto Internacional de Curitiba (Afonso Pena). O grupo discutia o impeachment da presidente Dilma Roussef e a manutenção dos direitos políticos. Segundo testemunhas, a senadora apontou o celular para filmar a conversa quando teria sido agredida, batendo a cabeça no braço da poltrona.  A PF foi acionada pela companhia aérea.

Em entrevista ao Paraná Portal ele negou ter agredido a senadora:  "Eu não toquei num fio de cabelo dela. Eu tentei tirar o celular dela, eu admito o erro de tentar tirar o celular. Ela ficou irritada, começou a gritar, a fazer um escândalo. Tanto que preferiu nem registrar o caso”, argumentou.