Defesa de Fanini pede investigação sobre vazamento de delação

Andreza Rossini

Após o vazamento da delação do ex-diretor da Secretaria da Educação do Paraná, Maurício Fanini, o advogado Omar Geha afirmou que pediu para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) abra uma investigação para identificar como o documento veio a público.  “A delação estava sob sigilo”, argumentou.

Os documentos foram divulgados na manhã desta terça-feira (5) pela Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e apresentam diversas acusações contra o ex-governador Beto Richa (PSDB).

“O que eu posso dizer sobre isso é agradecer o desserviço que foi feito para a população paranaense. Isso não é um acordo de delação, ainda não foi firmado, não é oficial”, afirmou o advogado.

Ainda segundo Omar, os arquivos foram baixados do sistema na segunda-feira (4).

Fanini foi preso duas vezes no âmbito da Operação Quadro Negro, que investiga o desvio de dinheiro na construção de escolas no Paraná. Atualmente, está detido na sede da Polícia Federal de Brasília.

A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, já barrou um acordo de delação com Fanini em dezembro de 2017 após vazamento das informações.

Delação

Nos documentos divulgados, Fanini afirma que intermediou pagamentos de propina para Richa entre 2002 e 2015. O dinheiro teria sido utilizado para financiamento de campanhas à prefeitura de Curitiba e ao governo, além de comprar um apartamento para o filho Marcelo Richa e bancar gastos pessoais, como viagens.

Richa teria começado a cobrar propina em 2001 quando era vice-prefeito da capital.

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