Advogado de Moro sugere divulgação de depoimento prestado à PF

Redação

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Em petição entregue ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda-feira (4), o advogado que representa o ex-ministro da Justiça Sergio Moro diz que “não se opõe” à publicidade do depoimento prestado neste sábado (2), na Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba.

Moro prestou depoimento por mais de 8 horas no inquérito que investiga as acusações feitas por ele sobre supostos crimes de responsabilidade cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ao se demitir do Ministério da Justiça, no último dia 24 de maio, o ex-juiz afirmou que o chefe do Executivo tentou interferir politicamente na autonomia da PF (Polícia Federal).

O advogado que representa Moro afirmou que a divulgação do depoimento é uma forma de evitar que trechos vazados sejam publicizados fora do contexto em que foram apresentados aos delegados e procuradores designados para conduzir a oitiva.

“Por fim, considerando que a imprensa, no exercício do seu legítimo e democrático papel de informar a sociedade, vem divulgando trechos isolados do depoimento prestado pelo Requerente [Sergio Moro] em data de 02 de maio de 2020, esta Defesa, com intuito de evitar interpretações dissociadas de todo o contexto das declarações e garantindo o direito constitucional de informação integral dos fatos relevantes – todos eles de interesse público – objetivo do presente inquérito, não se opõe à publicidade dos atos praticados nestes autos, inclusive no tacante ao teor integral do depoimento prestado pelo Requerente”, peticionou o advogado Rodrigo Sánchez Rios, que representa Moro.

O processo é conduzido no STF pelo ministro Celso de Mello, responsável pelas decisões, inclusive sobre a publicidade, ou não, do depoimento prestado por Moro no sábado (2).

Defesa de Moro peticionou ao STF e não se opôs à divulgação dos autos

ARAS PEDE QUE MINISTROS SEJAM OUVIDOS

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao ministro Celso de Mello, do STF, nesta segunda-feira (4), que três ministros do governo Jair Bolsonaro (sem partido) sejam ouvidos no inquérito que apura se o presidente tentou interferir em investigações da Polícia Federal.

O procurador-geral também solicitou ao Supremo Tribunal Federal uma cópia do vídeo de uma reunião realizada no dia 22 de maio, no Palácio do Planalto. Neste encontro estavam reunidos o presidente, o vice-presidente Hamilton Mourão e ministros, além de presidentes de bancos públicos.

Augusto Aras também pediu ao STF cópias dos comprovantes de autoria das assinaturas da exoneração de Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A demissão do então diretor-geral da PF foi o estopim do rompimento entre Moro e Bolsonaro.

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