Alep cria comissão para negociar com Petrobras continuidade da Fafen no Paraná

Redação e CBN Curitiba

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Nesta segunda-feira (2), funcionários da Fafen (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, representantes da categoria e deputados estaduais participaram de uma audiência. Nela, foram discutidas as principais questões relacionadas ao fechamento da fábrica e a possível privatização das unidades da companhia no Estado.

Como resultado, os deputados criaram uma comissão para auxiliar na negociação com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, para o não encerramento das atividades da fábrica no estado.

Paulo Antunes, diretor do Sindiquímica-PR (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas do Estado do Paraná), apresentou aos deputados um estudo sobre os impactos econômicos, sociais e ambientais do eventual fim das atividades da unidade. Para ele, além de prejudicar os 400 funcionários diretos, o fechamento da Fafen pode trazer prejuízo econômico para a agricultura do Paraná.

“Fechando nossa fábrica, 100% da demanda brasileira vai ter que importar ureia, sendo que já estava sendo feito, praticamente, 80% na nossa empresa. Ou seja, estamos tentando sensibilizar a bancada da agricultura, porque é a que tem mais apoio da bancada federal”, afirmou Antunes.

TRAIANO SE MANIFESTA FAVORÁVEL À PRIVATIZAÇÃO DAS UNIDADES DA PETROBRAS NO PARANÁ

Em entrevista no início da sessão plenária, o presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano (PSDB), se manifestou favorável à privatização das unidades da Petrobras no Paraná. Quando questionado sobre o fechamento da Fafen, ele disse que uma empresa que não dá lucro é um problema para o governo.

“Em relação a empresas estatais, na minha visão, devem ser privatizadas porque você tem melhoria de qualidade e de atendimento. Tem que se ter a leitura de que qualquer empresa deficitária é um problema para os governos.”

Líder da oposição na casa, o deputado Professor Lemos (PT) cobrou uma medida do governo para manutenção da operação da fábrica. “Se tem dificuldade na empresa, precisa sanar as dificuldades. O Governo pode e tem todas as condições para deixar essa empresa, sendo uma empresa que não tenha déficit. Ela não precisa ter lucro, mas ela pode operar sem déficit.”

GREVE DOS TRABALHADORES DA FAFEN DUROU 18 DIAS

Em Janeiro de 2020, o Governo federal anunciou desativação da Fafen, alegando prejuízo de R$ 250 milhões em 2019 e uma estimava perda de R$ 400 milhões para 2020. No dia 18 de fevereiro uma decisão do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 9ª Região suspendeu a demissão de 400 trabalhadores diretos da fábrica.

Na época, a FUP (Federação Única dos Petroleiros) afirmou que 21 mil trabalhadores de 121 unidades do Sistema Petrobras aderiram à greve em 13 estados. Considerando apenas a área operacional, os petroleiros envolvidos na paralisação representaram 64% desse segmento.

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