Alexandre Guimarães é condenado a devolver R$ 66 mil à Alep por propaganda irregular

Redação

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O ex-deputado estadual Alexandre Guimarães foi condenado a devolver mais de R$ 66 mil aos cofres da Assembleia Legislativa do Paraná. Conforme decisão da 2ª Vara Pública de Curitiba, o político usou recursos públicos indevidamente para fazer propaganda de si mesmo. Ele exerceu o mandato na legislatura passada, entre 2015 e 2018.

Alexandre Guimarães teve os direitos políticos suspensos por 8 anos. Além disso, o réu condenado está proibido de contratar com o Poder Público pelos próximos 10 anos. O juiz decidiu, ainda, que ele não poderá assumir cargos públicos.

De acordo com a ação civil por improbidade administrativa, movida pelo MP-PR (Ministério Público do Paraná), o então deputado gastou R$ 66.201,31 em material publicitário dirigido a promoção pessoal.

As peças produzidas com dinheiro público foram veiculadas em outdoor, rádios, boletins, sites de internet, matérias jornalísticas em jornais de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, e em eventos com equipamentos de mídia e som.

Conforme o MP, o então deputado já se preparava para as eleições de 2018.

ALEXANDRE GUIMARÃES USOU DINHEIRO PÚBLICO PARA IDOLATRIA, DIZ MP

Na ação civil por improbidade administrativa, o Ministério Público do Paraná sustenta que o ex-deputado usou indevidamente recursos públicos para autopromoção.

Conforme os promotores, Alexandre Guimarães descumpriu dolosamente o regimento “ao promover e enaltecer sua pessoa, mediante utilização de sua imagem, nome e símbolos de campanha na divulgação de atividades parlamentares, custeadas com verba pública proveniente do orçamento da Assembleia”.

“Se as campanhas publicitárias de idolatria tivessem sido financiadas com verba particular, não haveria nenhum problema; mas com verba pública, constitui verdadeiro atentado ao Estado Democrático de Direito e suas instituições”, diz trecho da ação.

O ex-deputado não foi encontrado para comentar a sentença. Alexandre Guimarães ainda pode recorrer da sentença.

A decisão da 2ª Vara Pública de Curitiba foi despachada no dia 21 de fevereiro. As partes do processo foram notificadas nesta segunda-feira (27).

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