Ao prender cúpula do governo tucano no Paraná, Lava Jato rechaça tese de parcialidade

Roger Pereira e Fernando Garcel


A prisão de Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete do governo do Paraná, em investigação que envolve o ex-governador Beto Richa (PSDB), é a primeira ofensiva da Força-Tarefa da Operação Lava Jato do Paraná contra membros do PSDB. Para um dos coordenadores da operação no Ministério Público Federal (MPF), Carlos Fernando dos Santos Lima, a operação de hoje coloca fim aos questionamentos sobre a imparcialidade de operação e à tese de perseguição adotada por membros do PT.

“A Lava Jato é uma investigação apartidária. A gente já tinha chegado em pessoas de diversos partidos. Infelizmente o foro privilegiado é um obstáculo e nesse caso, pela perda do foro do ex-governador, podemos dar continuidade e mostra que uma investigação no primeiro grau pode dar resultado. Nós não escolhemos esses alvos”, disse o procurador, em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira.

Para a Força-Tarefa, as 53ª fase da operação até agora mostram o quanto a corrupção contaminou o modo de fazer política no Brasil, independente da linha ideológica e do partido político.

“É importante lembrar que a lava jato é uma investigação que mostra como a política é financiada no Brasil. Não faz diferença o governo federal, estadual e municipal. O Paraná não é diferente do que foi descoberto em todo o país. Outras investigações demonstram que esse tipo de esquema já existia em outros estados”, contou.

Operação Piloto

Batizada de Operação Piloto, uma referência ao suposto nome do ex-governador do Paraná e candidato do PSDB ao Senado Beto Richa na planilha da Odebrecht, a força-tarefa da Lava Jato deflagrou a 53ª fase da investigação nesta terça-feira (11). Nesta fase, a investigação pretende se aprofundar no esquema de corrupção e lavagem de dinheiro nas fraudes ligadas à duplicação da PR-323.

Foram alvos da operação o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Rodo; o empresário apontado como “operador financeiro” Theodocio Atherino; e Thiago Rocha, apontado pela investigação como colega de Jorge e responsável por diversas transações financeiras dos empreendimentos do executivo.

Previous ArticleNext Article
Repórter do Paraná Portal
[post_explorer post_id="552699" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]