Política
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Após julgamento no TRF, Moro manda prender Delúbio Soares

O juiz federal Sergio Moro mandou prender, na noite desta quarta-feira, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, após a 8ª ..

Roger Pereira - 23 de maio de 2018, 20:11

Antonio Cruz/Agência Brasil
Antonio Cruz/Agência Brasil

O juiz federal Sergio Moro mandou prender, na noite desta quarta-feira, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, após a 8ª Turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) negar seu último recurso nesta tarde. Delúbio foi condenado a 6 anos de prisão por lavagem de dinheiro. E

Moro também ordenou que fossem presas mais três pessoas condenadas por lavagem de dinheiro no mesmo processo: os empresários Ronan Maria Pinto, Enivaldo Quadrado e o economista Luiz Carlos Casante. Todos deverão ser transferidos para o Complexo Médico Penal, em Piraquara (PR), onde existe uma ala reservada aos presos da Operação Lava Jato.

Na ordem de prisão, Moro fez uma defesa da prisão imediata após decisão na segunda instância. Segundo o juiz, a execução da pena deve ser rápida no processo que envolve Delúbio e demais condenados. "Tratando-se de crimes de gravidade, inclusive lavagem de dinheiro, com produto milionário do crime financeiro destinado, por motivos ainda obscuros, a terceiro e no interesse de agente do Partido dos Trabalhadores, e mediante inúmeras transações fraudulentas, a execução após a condenação em segundo grau impõe-se sob pena de dar causa a processos sem fim e a, na prática, impunidade de sérias condutas criminais."

Em nota, a defesa de Delúbio Soares reafirma que ele nunca pediu ou anuiu que fosse feito qualquer empréstimo pelo Banco Schain ao PT ou a qualquer outra pessoa. “Até poderia ter feito em nome do PT, sem qualquer impedimento, mas não o fez”, diz a nota, que cita que os próprios donos do Banco afirmaram isso em Juízo. Segundo os advogados, Delúbio “provará que é inocente perante os Tribunais Superiores, onde espera ser julgado com isenção e imparcialidade, o que infelizmente não tem ocorrido”. Os advogados ainda afirmam que “é um risco para toda a sociedade se condenar por presunção”.