Após reunião com Poderes, Bolsonaro anuncia comitê, defende vacinação e prega tratamento precoce

Daniel Carvalho - Folhapress, Danielle Brant - Folhapress e Renato Machado - Folhapress

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou nesta quarta-feira (24) a criação de um comitê para coordenar as ações de enfrentamento à pandemia.

Ele afirmou que o comitê vai reunir o governo federal, os governadores e o Senado Federal Senado Federal. “Da nossa parte, um comitê que se reunirá toda semana para redirecionar o combate ao coronavirus”, disse.

Bolsonaro afirmou que a reunião foi marcada pela “unanimidade, a intenção de nos dedicarmos cada vez mais à vacinação em massa no Brasil”. Por outro lado, voltou a falar que discutiu na reunião o tratamento precoce contra a Covid-19.

As falas aconteceram após reunião na manhã desta quarta-feira (24) no Palácio do Alvorada com os presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ministros, governadores e representantes de outros poderes. O objetivo era discutir ações de enfrentamento à pandemia da Covid-19.

O encontro, uma tentativa de concertação com outros Poderes e governadores, era apontado por parlamentares como a “última chance” de Bolsonaro”.

Em caso de fracasso, por culpa do presidente da República, prometem elevar ainda mais a pressão para a instalação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a atuação do governo no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

Às vésperas do encontro, o presidente fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV na noite de terça-feira afirmando que 2021 seria o “ano da vacinação dos brasileiros”.

O presidente mentiu ao falar que, “em nenhum momento, o governo deixou de tomar medidas importantes para combater o coronavírus como para combater o caos na economia”.

Nos últimos 12 meses, Bolsonaro minimizou a pandemia, provocou aglomerações, falou contra o uso de máscaras e brecou negociações de imunizantes. O pronunciamento aconteceu no pior dia da pandemia no Brasil, quando foram registradas 3.158 mortes por Covid-19 no país.

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