Assembleia Legislativa procura Justiça para punir servidores por estragos

Francielly Azevedo


O presidente da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), Ademar Traiano (PSDB), afirmou que vai entrar na Justiça para punir servidores que causaram estragos nas dependências na Casa de Leis. Nesta terça-feira (3), manifestantes entraram em confronto com a Polícia Militar quando tentavam adentrar o Plenário. Grades de ferro foram arrancadas e a porta de vidro que dá acesso ao Comitê de Imprensa foi destruída.

Os servidores protestavam contra a proposta do Poder Executivo que prevê mudanças na Previdência Estadual e tramita em regime de urgência na Assembleia. “Infelizmente um dos pilares da democracia, que é o parlamento, foi mais uma vez invadido, por vândalos, que se manifestam como se fossem servidores públicos, que na minha visão não são. Todos encapuzados, a grande maioria, afrontando a Polícia Militar, destruindo o patrimônio público, jogando pedras nos policiais, arrebentaram os vidros que dão proteção a chegada ao Plenário”, disse.

Durante o tumulto, quatro pessoas foram detidas. Elas assinaram um termo circunstanciado e foram liberadas. “Já qualificamos quatro deles, que aliás foram detidos. Vamos tomar as providência jurídicas, como vamos tomar também em relação aos sindicalistas, aqueles que individualmente insuflaram o movimento. A propositura da medida é neste sentido, aplicando multa. Até porque se não houver a liberação do Plenário, as multas com certeza serão aplicadas”, afirmou Traiano.

DECISÃO DO TJ

O presidente do Legislativo entrou com um mandado de segurança para conseguir retirar os servidores do prédio. O pedido foi acatado pela juíza Rafaela Mari Turra, do Tribunal de Justiça do Paraná. A magistrada determinou a desocupação do prédio sob pena de multa de R$ 2 mil por dia para a APP-Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná) e ao Sindarspen (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná), responsáveis pela convocação dos servidores.

A magistrada justifica sua decisão apontando que os manifestantes impediram a sessão plenária, depredaram o patrimônio público e permanecem de forma ilegítima na Assembleia. Por isso, Turra solicita o auxílio de força policial, caso os servidores não saiam de forma voluntária e pacífica.

O QUE DIZ A APP-SINDICATO

Cerca de 200 pessoas ocupam o prédio da Alep. A APP-Sindicato informou que foi notificada na noite desta terça-feira (3) sobre a decisão e que os advogados dos sindicatos dos servidores e as direções sindicais estariam analisando os efeitos da decisão.

“Infelizmente vemos o autoritarismo do governador Ratinho, do legislativo e também do judiciário que demora anos para julgar ações dos trabalhadores, mas corrobora com as arbitrariedades do governo”, afirmou Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato.

O objetivo dos servidores é que o governador Ratinho retire os projetos que alteram a previdência estadual e dialogue com as categorias. “O governo quer reduzir salários, aumentar descontos e tempo de serviço dos servidores sem qualquer diálogo e debate. Não podemos aceitar isso pacificamente”, finaliza Hermes.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.